Maersk Line pondera retirar 70% dos seus contentores do porto de Algeciras

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Toca mais um sinal de alarme em Espanha, com a notícia de que a Maersk Line está a estudar uma ‘saída’ a grande escala do porto de Algeciras, fortemente afectado pela greve de estivadores.

A companhia é hoje responsável por fatia gigante dos contentores movimentados no maior porto espanhol mas já pensa em alternativas dado o prolongar das paralisações, surgindo o porto marroquino de Tanger Med como opção número um para a transferência.

Resolução do conflito parece ainda distante

O avançar da Maersk Line para alternativas terá sido acelerado pelas mais recentes notícias, que trouxeram mais dias de greve aos já anunciados e mostraram que as posições entre os sindicatos e a Anesco continuam extremadas.

A companhia já informou que não aumentará os 355 mil movimentos que tinha previsto para Algeciras e até já confirmou a vontade de transferir 150 mil TEU deste porto para Tanger.

Foi o próprio Ministro do Fomento espanhol, Íñigo de la Serna, quem confirmou que a Maersk Line já comunicou que está a estudar alternativas para desviar boa parte dos seus contentores de Algeciras, o que se pode traduzir na transferência de 35 mil movimentos/semana para outros portos.

Na prática, os movimentos em questão representariam a perda anual de 1,8 milhões de TEU para o porto de Algeciras, o que equivale a 70% do tráfego. Recorde-se que em 2016 o porto de Algeciras movimentou 3,17 milhões de TEU, sendo que 2,4 milhões foram da responsabilidade da Maersk Line.

 

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