Porto de Roterdão

Porto de Roterdão apela à fixação de um preço conjunto mais elevado de CO2 por tonelada

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Na passada Quarta-feira, a Autoridade Portuária de Roterdão apelou ao Executivo dos Países Baixos para que este desenvolva diligências no sentido de estabelecer uma coligação com os países do Noroeste da Europa rumo ao estabelecimento de um preço conjunto de CO2.

O director administrativo da autoridade portuária, Allard Castelein, fez esse apelo no âmbito de uma conferência sobre política energética realizada em Roterdão, defendeu «um preço muito mais alto de CO2» como mecanismo de estímulo para «novos investimentos em tecnologias limpas e inovadoras».

Preço entre 50-70 euros por tonelada de CO2 estimulará investimento em novas soluções

«Um preço na ordem dos 50 a 70 euros por tonelada de CO2 estimulará as empresas a investir nas soluções que realmente precisamos para alcançar os objectivos do Acordo Climático de Paris”, explicou Castelein, que se mostrou defensor de uma «harmonização da luta ambiental» sob regras comuns para todos.

«Eu não apoio uma abordagem a solo, como a do Reino Unido no que toca à produção de electricidade. A Holanda está intimamente ligada aos países que nos cercam. Uma coligação do noroeste europeu garantiria condições iguais para a indústria», ressalvou o director administrativo da autoridade portuária.

Em linha com esta posição, o CEO anunciou que a autoridade portuária lançará um incentivo de cinco milhões de euros para apoiar os armadores e afretadores que apostem em combustíveis com baixo teor de carbono. Este passo dará o mote para uma nova política industrial que Roterdão quer ver implementada em todo o país.

Roterdão pretende reduzir em 20 milhões de toneladas/ano as emissões de CO2

O porto de Roterdão veiculou que pretende reduzir as emissões de CO2 em 20 milhões de toneladas por ano a partir de 2030, o que representa uma diminuição de 49% face a 1990. De acordo com dados da administração, o transporte marítimo e terrestre de e para Roterdão é responsável pela emissão de 25 milhões de toneladas de CO2 por ano.

«Para garantir que este sector também está em conformidade com o Acordo de Paris, as emissões terão que ser reduzidas em 95% até 2050», revelou o porto, que considerou ainda que «a primeira metade do objectivo pode ser alcançada através de medidas de eficiência, mas o resto exigirá a implantação de diferentes combustíveis».

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