DGRM marcou presença na 100ª Sessão do Comité de Segurança Marítima

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A DGRM – Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos marcou presença na centésima Sessão do Comité de Segurança Marítima, que decorreu na sede da IMO, em Londres. Em cima da mesa estiveram diversos temas que compõem a actualidade do universo marítimo, como a «a evolução dos navios autónomos e a redução do limite de enxofre dos combustíveis marítimos, que baixará dos actuais 3,5% para 0,5% em 2020».

Comité debruçou-se sobre a automação marítima e o limite de enxofre nos combustíveis

Segundo relatou a DGRM, no rescaldo da sessão, «foi aprovada a metodologia a seguir para a identificação dos instrumentos IMO aplicáveis, assim como a disposição de cada um deles no que diz respeito à segurança e à protecção marítima». Dos trabalhos resultou também a análise e desenvolvimento «dos quatro graus de autonomia* que os navios podem ter» e ponderação face à implementação de «medidas obrigatórias ou recomendações a navios que operam em águas polares que não se encontram abrangidos em determinados capítulos do Código Polar».

Os relatos trazidos de Londres pela DGRM dão ainda conta que na ordem de trabalhos do Comité houve também espaço para sublinhar «a importância do desenvolvimento de medidas adicionais, relacionadas com a utilização de fuel, que tenham como objectivo melhorar a segurança dos navios» – ficou clara a necessidade de «criar linhas orientadoras no que diz respeito à implementação do limite do conteúdo de enxofre dos combustíveis marítimos», que, recorde-se, baixará – a partir de 1 de Janeiro de 2020 – dos actuais 3,50% para 0,50% fora das áreas SECA.

«Considerando que a adopção do limite referido tem implicações a nível da segurança, será assegurado o desenvolvimento de um mecanismo que cubra este tema a nível da SOLAS (que também contém algumas normas relativas ao óleo combustíveis), com vista a assegurar que os riscos associados ao óleo combustível sejam devidamente amenizados e a indústria consiga realizar com segurança a transição para o cumprimento do novo limite de 0.5% de enxofre», referiu ainda a DGRM.

* Primeiro grau de autonomia: existem processos autónomos no navio mas são os tripulantes a bordo que operam e controlam os sistemas e as funções a bordo;

* Segundo grau de autonomia: os navios têm tripulantes, mas são controlados remotamente a partir de um ponto externo;

* Terceiro grau de autonomia: os navios não têm tripulantes e são controlados remotamente a partir de um ponto externo. 

* Quarto grau de autonomia: os navios serão completamente autónomos.

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