Operadoras ferroviárias exigem compensações financeiras após reabertura da secção Karlsruhe-Reno

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O colapso de um túnel em Rastatt (Karlsruhe, na Alemanha), provocou o fecho de uma importantíssima secção do corredor ferroviário Reno-Alpes, uma das artérias europeias mais cruciais no que ao transporte ferroviário de mercadorias concerne – esse corte, ocorrido a 12 de Agosto, estagnou a movimentação de mercadorias e obrigou as operadoras e encontrar alternativas dispendiosas. Agora, restabelecido trajecto, as companhias exigem compensações financeiras devido às perdas registadas durante os mais de 50 dias de caos.

O corte da secção teve sérias implicações na fluência do transporte de mercadorias, afectando gravemente as operadoras ferroviárias suíças e gerando ondas de instabilidade e congestionamento que afectaram algumas infra-estruturas portuárias (como o frenético Porto de Roterdão). Apesar de ter sido restabelecida cinco dias antes da data prevista (dia 7 de Outubro), a circulação demorará a realizar-se nos trâmites normais, alertaram desde logo as operadoras ferroviárias.

Empresas querem «apurar sobre quem cai a responsabilidade do desastre»

Agora, a contas com a ressaca da estagnação, cerca de trinta associações empresariais juntaram-se para, junto da Comissão Europeia e do Ministério dos Transportes dos estados-membros, reivindicarem compensações financeiras. «Para acelerar do pagamento de compensações, as autoridades alemãs deverão clarificar, rapidamente, sobre quem cai a responsabilidade do desastre de Rastatt», afirma a carta enviada pelo grupo de associações. «O dano é gigantesco. Perda de receitas, custos elevados e clientes insatisfeitos», enumerou a operadora suíça Hupac.

«Rude golpe», caracteriza a Hupac

«O sector necessita de ultrapassar rapidamente este duro golpe. Nas últimas semanas estivemos focados na gestão da crise, para que continuássemos a oferecer os nossos serviços aos clientes. Mas, obviamente, teremos que lidar com o lado legal e financeiro de toda esta história», comentou ainda a Hupac. Recorde-se que o sector tem estado sob a mira das críticas de várias associações e empresas devido a uma decadência infra-estrutural que persiste e cuja resolução insiste em não sair da gaveta.

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