António Pires Santos (IBM): ‘Big Data’ poderá «prevenir perturbações na cadeia logística»

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Focado nas novas tendências do ‘ecommerce‘ e nos grandes desafios que a digitalização traz para o tabuleiro do domínio logístico, o 16º Congresso da APAT – realizado nos dias 10 e 11 de Novembro, no Pavilhão Carlos Lopes – teve o condão de dar a palavra a vários profissionais ligados às tecnologias da informação, que assim tiveram a oportunidade de analisar a necessária sinergia entre a actividade transitária e os novos ‘modus operandi‘ proporcionados pelo progresso da indústria 4.0.

Economia individualizada num contexto intensamente global

António Pires Santos, líder de Soluções Cognitivas do Sector Público da IBM, foi um dos oradores que abrilhantou o primeiro dia do congresso – o profissional, ligado à IBM há mais de duas décadas, analisou a nova arquitectura logística e os comportamentos modeladores do consumidor, num cenário transformado pela «produção centralizada no consumidor, pela ‘costumização’ e por uma economia cada vez mais individualizada», onde os nichos de mercado são cada vez mais usuais e o «tráfego de parcelas de menores dimensões é mais recorrente».

Vivendo um período que desembocará «numa economia de todos para todos», os sectores ligados ao consumo global terão na tecnologia o seu mais fundamental e inabalável suporte, explicou António Pires Santos. E, apesar da individuação económica que a revolução digital tem fomentado, a verdade é que «as cadeias logísticas permanecem globais, interdependentes e interligadas» – realidades múltiplas mas complementares, que se organizam sob o chapéu analítico, ordenador e agregador de uma indústria 4.0, sustentada pela ‘cloud‘, pela Internet das Coisas, pelo poder interpretativo da ‘Big Data‘ e suas análises preditivas.

Análises preditivas e ‘Blockchain’ poderão transfigurar o mercado

«Em 2025 existirão cerca de 165 ‘zetabytes’ de informação em estado puro, ainda por tratar e analisar», revelou o profissional da IBM, enfatizando a quantia infindável de dados gerados pelo ‘Big Data‘ que ainda carecem de atenção analítica e processamento adequado – «estes dados poderão ser usados para prever e prevenir perturbações na cadeia logística», algo que poderá «aliviar a pressão sobre os ‘players‘ do mercado», afirmou, abrindo-se assim «novas formas de negócio». A tecnologia ‘Blockchain‘ foi também alvo de análise: este «livro de razão ‘online‘», como lhe chamou, «mudará o relacionamento das empresas», permitindo «definir contratos», trocar informação em tempo real e «aumentar a confiança e a celeridade» das transacções, já que a estrutura dos registos se mantém inalterada e incorruptível.

 

 

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