AASMVAZ analisou o ‘Time Critical’ na CCIP: Uma solução logística ‘just in time’ cada vez mais estratégica

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No passado dia 8 de Outubro realizou-se, nas instalações da Câmara de Indústria e Comércio Portuguesa (CCIP), em Lisboa, o workshopTime Critical no Mundo dos Transportes’, promovido pela empresa especialista no segmento, AASMVAZ. Durante duas horas, uma salutar troca de ideias e experiências deu corpo a uma análise aprofundada sobre a logística just in time, cada vez mais em voga em pleno contexto globalizado de e-commerce.

O workshop ficou a cargo do experiente especialista António Vaz, CEO da AASMVAZ, e foi enriquecido pelos vários contributos dos inscritos que encheram a sala. A Revista Cargo, que desde o arranque se juntou à iniciativa enquanto media partner, marcou presença e traz-lhe agora, até si, o retrato detalhado da workshop, que visou analisar e divulgar um segmento especializado da Logística que está cada vez mais presente nas estratégias das empresas.

«A nossa firma tem 16 anos, nos primeiros 11 de actividade fomos representantes do Grupo Lufthansa, nome muito forte da aviação comercial que dispensa apresentações», introduziu António Vaz. «A AASMVAZ foi fundada para defender, em termos comerciais, o departamento logístico da companhia, foi um trajecto que durou 11 anos. Ao fim desse tempo, a Lufthansa decidiu encerrar as instalações na área comercial da carga em Lisboa e nós reconvertemo-nos em agentes transitários. Foi uma reconversão extremamente difícil, porque, trabalhar num agente transitário é uma tarefa mais desafiante, enriquecedora e complexa», relatou, em jeito de retrospectiva.

Time Critical: uma solução para quando o tempo urge…

Feito o enquadramento empresarial da evolução da AASMVAZ, o orador passou ao tema da sessão: afinal, de que se trata o Time Critical? «São as soluções logísticas mais adequadas (Charters, OBC’s e carros dedicados) desenhadas num conceito de 24/7. Utilizando uma linguagem prosaica, ocorre quando as indústrias e organizações estão com a corda na garganta por uma série de factores que, quando são externos, necessitam de reduzir ao máximo o tempo de transporte de determinadas mercadorias», respondeu, lembrando que esta é uma modalidade muito usada na indústria automóvel, informática e na aeronáutica.

Como surge a necessidade de optar por esta modalidade especializada de entregas? «Muitas vezes, por razões que ultrapassam a organização (falta de material ocasionada por mau tempo, excesso de procura relacionado com específicos fluxos económicos ou rupturas de stock ou greves) recorre-se ao Time Critical, que vai muito para além daquilo que é o transporte convencional, mesmo que falemos de transporte dedicado por via aérea ou rodoviária», elucidou António Vaz. Como o próprio termo indica, neste segmento, todos os segundos contam.

«Nestas alturas, meia hora pode ser crucial. Pode ter uma importância enorme numa linha de montagem ou de produção de uma fábrica. Mas o Time Critical pode também servir para casos muito mais simples: estamos no estrangeiro e esquecermo-nos do PC no aeroporto, e a informação que lá temos é importantíssima: em circunstâncias normais, o transporte desse item pode demorar um dia e meio ou dois dias, com estas soluções podem-se reduzir os tempos de trânsito em um dia ou dois, dependendo das circunstâncias», exemplificou.

O Time Critical é, progressivamente, uma função logística dedicada muito requisitada que apenas pode ser executada por companhias focadas no segmento: «Há agentes transitários que se focam nesta área, que a consideram um ponto importante», afirmou, destrinçando dúvidas quanto à utilidade e rácio custo-benefício da modalidade: aparentemente dispendioso, este serviço acaba, invariavelmente, por se tornar acessível, dado o contexto de premência que o suscita, reforçou António Vaz.

…que já prova os seus ganhos de competitividade numa implementação estratégica e sistémica

No entanto, este cariz de recurso de última hora não esgota as utilidades e aplicações do Time Critical: este não serve apenas para «situações reactivas», sendo actualmente um trunfo incorporado na estratégia corrente das empresas: uma situação de aplicação «pró-activa», portanto. «Existem já firmas que pensam que reduzindo o tempo de transporte significativa podem optimizar os seus níveis de produção, podem produzir mais e consequentemente chegar ao destino com as suas mercadorias mais cedo e em melhores condições para os seus negócios», elucidou.

«Um agente português que opte pela entrada neste ramo de actividade do Time Critical tem de ter uma rede de agentes a nível mundial que tenham essa capacidade e disponibilidade» capacidade de resposta em poucos minutos – «capacidade de resposta intermédia em 15 minutos» e «apresentar solução com a máxima urgência», alertou, passando, depois, à especificação dos recursos ao dispor: os OBC’s (On Board Courrier), os Charters e os Carros dedicados.

On Board Courriers: o ‘passageiro infiltrado’

Trata-se do profissional que é destacado para qualquer ponto do mundo. «A pessoa vai como passageiro. A carga pode ser de 1 ou 2kg ou feita de volumes de 200 ou 300 kg. O custo deste transporte pode parecer elevado, contudo, no fim da operação evitam-se quebras de produção, atrasos e o custo é diluído, e, neste contexto, diria que acaba por ser simbólico». explicou, exemplificando: «A indústria automóvel, devido a conceitos de just in time, necessita muitas vezes desta solução».

Charters: uma escolha selectiva para ‘salvar’ a entrega da mercadoria

«Pode chegar-se ao ponto de contratar um avião específico para certas mercadorias», lembrou António Vaz, reforçando novamente que este tipo de soluções «evitam vários problemas, a montante e a jusante», assim permitindo uma «diluição do custo», que, tendo em conta a situação, passa a ser «absolutamente insignificante». «Temos de ser selectivos na escolha das companhias aéreas», alertou, pois nem todas estão vocacionadas para o segmento as cargas movimentam-se em janelas de tempo muito menores, com arquitecturas logísticas transversais preparadas para minimizar os tempos na origem, em trânsito e no destino.

«Monitorização individual e pré-activa», de ponta a ponta

Denotou o especialista que o segmento Time Critical não se limita ao desenho da tarefa just in time da mercadoria. Faz, também, «a monitorização individual e pró-activa desde o primeiro contacto até à entrega – isso é muito importante». «A mercadoria, quando é entregue, nós informamos o cliente de todos os movimentos da carga» – «monitorização da carga e informação pró-activa», explicou.

 

Fotos: AASMVAZ

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