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ACEA: «Metas de CO2 propostas pela UE são irrealistas e ignoram a falta de pontos de carregamento de veículos eléctricos»

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Antes da votação da próxima semana do Parlamento Europeu sobre futuras metas de CO2 para automóveis e furgões, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) veio a terreiro advertir para a grave ausência e para a distribuição desequilibrada de pontos de carregamento, algo que, segundo esta associação, está a inibir os consumidores de adquirir veículos eléctricos.



A ACEA aponta um estudo recente que faz um ponto de situação desta realidade,e demonstra que as metas de CO2 propostas por alguns deputados «são simplesmente irrealistas, tendo em conta estas questões ao nível das infra-estruturas».

Metas impossíveis de atingir sem acções radicais dos Estados-Membros

man etge electricos aceaActualmente, existem cerca de 100.000 pontos de carregamento para veículos eléctricos na UE. De acordo com a Comissão Europeia, serão necessários pelo menos dois milhões, até 2025, o que representaria um aumento de 20 vezes, ao longo dos próximos sete anos.

Considera Erik Jonnaert, Secretário-Geral da ACEA que «sem uma acção radical dos Estados-Membros, tal simplesmente não acontecerá».

Metas de CO2 fortemente dependentes das vendas de veículos eléctricos

Devido ao espaço limitado para melhorias adicionais ao motor de combustão, as futuras reduções de CO2 estão fortemente dependentes das vendas de veículos com motorização alternativa. Dada a baixa aceitação por parte destes veículos, a ACEA demonstra-se preocupada com o facto da redução de 30% de CO2 proposta pela Comissão Europeia ser excessivamente ambiciosa.

O Parlamento Europeu propõe agora metas de CO2 ainda mais agressivas, prevendo reduções de até 50%. No entanto, de acordo com o Comissário da Acção Climática da UE, Miguel Arias Cañete, uma meta de redução de 50% exigiria que 700.000 novos pontos de carregamento fossem instalados a cada ano a partir de agora. Isso significaria um total de 8,4 milhões de novos pontos de carregamento nos próximos 12 anos, ou 84 vezes mais do que hoje – um objectivo  que a ACEA considera «claramente irrealista».

Implementação da infraestrutura aquém dos objectivos

Embora a Directiva da UE sobre Infraestruturas Alternativas de Combustíveis estabeleça objectivos para os estados membros desde 2014, a sua implementação tem ficado aquém dos objectivos até agora. Vários países não conseguiram apresentar os quadros de políticas nacionais necessários, delineando os seus planos de implementação de infra-estruturas, e a Comissão foi mesmo obrigada a lançar processos de infracção contra alguns Estados-Membros.

Além disso, as conclusões do recente estudo da ACEA mostram que, de todos os pontos de carregamento existentes na UE hoje, 76% estão concentrados em apenas quatro países, que cobrem apenas 27% da superfície total da UE (Países Baixos, Alemanha, França e Reino Unido).

Por outro lado, um vasto país como a Roménia conta apenas com 114 pontos de carregamento, ou 0,1% do total da UE. Para a ACEA não é assim de surpreender que as vendas de carros eléctricos ​​também sejam extremamente baixas, representando 0,2% de todos os carros novos vendidos no ano passado.

«Estados membros devem urgentemente intensificar esforços»

ecanter fuso daimler lisboa«Todos os 28 estados membros devem urgentemente intensificar os seus esforços para garantir uma rede de infraestrutura de recarga e reabastecimento em toda a UE. Sem isso, os consumidores nunca serão convencidos a fazer a mudança para carros eléctricos em larga escala», afirmou Jonnaert, «precisamos mostrar aos nossos clientes que a disponibilidade da infraestrutura corresponde às suas expectativas de forma a que possam viajar sem ansiedade».

«Duas coisas são muito claras», explicou Jonnaert. «Futuras reduções de CO2 dependem de maiores vendas de veículos eléctricos, e maiores vendas de veículos eléctricos dependem de uma rede densa de infraestrutura de recarga. A legislação de CO2 deve, portanto, fazer a ligação entre esses dois elementos».

A ACEA solicita, por conseguinte, que a legislação inclua uma «verificação da realidade» intercalar para avaliar a disponibilidade de infraestruturas e a maturidade do mercado dos veículos eléctricos permitindo que as metas sejam adaptadas em conformidade.



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