Camiões: ACEA «preocupada» com as metas de CO2 «extremamente exigentes» da UE

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Na ressaca do acordo para a fixação de metas restritivas nas emissões de CO2 de veículos pesados no âmbito da União Europeia, a ACEA veio a terreiro reagir ao desenvolvimento (já noticiado pela Revista Cargo), mostrando-se «preocupada com os objectivos ambiciosos de redução de CO2 já definidos».

Recorde-se que o parlamento europeu, a Comissão e os governos nacionais fecharam o acordo que define um corte de 15% nas emissões de CO2 de pesados (autocarros e camiões de mercadorias) em 2025 e de -30% pelo ano de 2030 (valores ligeiramente mais baixos que os propostos em Maio de 2018). Para a ACEA, tais metas «são extremamente exigentes» uma vez que «a sua implementação não depende apenas da indústria» e a base de fundo que as sustenta «é ainda desconhecida», considera.

«A preocupação da ACEA decorre da total falta de tal infra-estrutura nos dias que correm»

Em comunicado, ao qual tivemos acesso, a ACEA, que já vinha demonstrando reiteradamente tais preocupações durante as negociações, voltou a mostrar-se renitente face à celeridade dos objectivos agora definidos: «Resta-nos pedir aos estados-membros que intensifiquem urgentemente os seus esforços para implantar a infra-estrutura necessária para carregar e reabastecer os camiões movidos alternativamente, que precisarão ser vendidos em massa para que esses objectivos sejam alcançados», afirmou o Erik Jonnaert, Secretário-Geral da entidade.

«A preocupação da ACEA decorre da total falta de tal infra-estrutura nos dias que correm», vinca a associação de construtores. «Os dados mostram que não há infra-estrutura pública de carga ou reabastecimento adequada para camiões eléctricos ou a hidrogénio. Mesmo no caso de postos de abastecimento específicos para camiões a gás natural (GNC e GNL), a disponibilidade permanece muito baixa e irregular em toda a Europa».

Quotas de vendas de camiões de ‘emissões zero’ torna ainda mais urgente a introdução de planos infra-estruturais

As críticas não se ficam por aqui: lembra a ACEA que a urgência em colocar em prática um plano infra-estrutural que capacite o território comunitário de complexos de abastecimento alternativo ganha ainda mais premência devido à medida adicional de impôr quotas obrigatórias de venda de camiões com ‘emissões zero’ – uma medida que será introduzida a partir de 2025. «A introdução de um benchmark para fabricantes ignora totalmente o lado da procura», comentou Erik Jonnaert:.

«Não podemos esperar que os operadores de transportes comecem, de repente, a comprar camiões eléctricos ou com motores alternativos, se não houver nenhuma oportunidade de negócio para eles, e não é possível carregar facilmente os veículos ao longo das principais auto-estradas da UE», argumentou.

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