Acessibilidades marítimas em Leixões: Assembleia Municipal de Matosinhos rejeita pedir suspensão do concurso

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Na Segunda-feira, a Assembleia Municipal de Matosinhos rejeitou a solicitação da suspensão do concurso para o prolongamento do quebra-mar exterior e das acessibilidades marítimas do Porto de Leixões, proposta pelos partidos BE, PSD e grupos de cidadãos (encabeçados por Narciso Miranda e António Parada). A empreitada, recorde-se, foi apresentada no passado dia 27 de Fevereiro, e contou com a cobertura da Revista Cargo.

A rejeição da proposta que advogava, junto da APDL e do Governo, a suspensão do concurso com vista às obras de prolongamento do quebra-mar e acessibilidades marítimas do Porto de Leixões – com base na «escassez de informação» – contou com os votos de CDU e PS. As obras, recorde-se, são tidas pelo Ministério do Mar e pela administração portuária como prioritárias para o aumento da competitividade do porto nortenho.

Mas, desde que a apresentação (ocorrida no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões) teve lugar, várias têm sido as vozes que se levantam contra a empreitada, que envolve o prolongamento do quebra-mar exterior em 300 metros, o aprofundamento do canal de entrada, do anteporto e da bacia de rotação, a criação do novo terminal no molhe sul e a melhoria das condições de operação do porto de pesca.

A proposta, rejeitada com 19 votos contra do PS e CDU, preconiza a suspensão do concurso devido à «ausência de informação rigorosa e transparente» no que diz respeito ao novo terminal de contentores, lançando também dúvidas sobre o destino do Porto de Pesca. Na mesma Segunda-feira, a a Câmara Municipal de Matosinhos, liderada por Luísa Salgueiro (PS), aprovou um documento onde é feita a apologia de que as obras no Porto de Leixões não devem ser adjudicadas enquanto não for apresentado o projecto global e a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).

A Revista Cargo tem acompanhado a evolução do dossier a par e passo: no passado dia 12, a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, havia anunciado a criação de uma comissão de acompanhamento dos impactos da obra de prolongamento do quebra-mar do Porto de Leixões. Cerca de uma semana depois, Nuno Araújo, administrador da APDL, realizou, perante os vereadores eleitos por todas as forças políticas representadas no executivo matosinhense, a apresentação da empreitada no porto nortenho.

Com Lusa e JN

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