Acessibilidades no Porto de Setúbal: impactos positivos superam estimativas dos negativos, defende Ministra do Mar

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O tema tem sido controverso: de um lado da barricada, as associações ambientais, do outro, a APSS, operadores portuários e o próprio Executivo – a melhoria das acessibilidades marítimas no Porto de Setúbal continua a dar que falar e hoje, na audição parlamentar na Comissão de Agricultura e Mar, a Ministra do Mar voltou a defender a importância e neutralidade ecológica do projecto, algo também já repetido pela líder da APSS, Lídia Sequeira.

Ministra do Mar Ana Paula Vitorino

Ana Paula Vitorino

Na Comissão, pedida pelo BE, Ana Paula Vitorino sustentou a tese de que o projecto de melhoria das acessibilidades marítimas no porto sadino têm mais impactos positivos do que negativos e são cruciais para a segurança e crescimento do porto. Segundo relatos da Lusa e do DN, a ministra explicou que não avançar com a empreitada implica condenar o porto sadino ao «refugo das frotas mundiais» – ou seja, a um downgrade significativo.

«O impacto positivo é muito maior do que as estimativas dos impactos negativos», comentou. Se não for feita [a melhoria nas acessibilidades], os portos não crescem e vamos ter a escalar no Porto de Setúbal o refugo das frotas mundiais», justificou a líder da tutela, respondendo às preocupações ambientais veiculadas pela deputada Joana Mortágua. A intervenção, lembrou a governante, «há que está planeada».

Lídia Sequeira

Lídia Sequeira

«Pretende-se receber navios maiores e que possa haver cruzamento de navios no canal do porto, uma vez que não tem largura suficiente para que os novos navios se possam cruzar», descreveu, repetindo a explicação já dada, na recta final de 2018, por Lídia Sequeira, durante uma das sessões de esclarecimento feitas em Setúbal, na qual a Revista Cargo marcou presença, cobrindo o evento ao detalhe.

A equação é simples, explanou Ana Paula Vitorino: piores e mais precárias acessibilidades conduzirão a uma incapacidade de receber os mais recentes navios, aqueles que, precisamente, respeitam com maior conformidade as novas regras ambientais definidas por organismos internacionais como a IMO ou mesmo a UE – navios novos equivalem a maior eficiência energética e menor agressividade ecológica.

Vincou também a ministra que a importância ambiental dos estuários foi sempre tida em conta durante a elaboração do projecto: «Os nossos estuários são zonas sensíveis e todas as intervenções têm que ser pensadas e têm que estar sujeitas ao mais rigoroso cumprimento da legislação nacional e comunitária», disse, recordando o facto de o tema ter estado em em consulta pública (entrou nessa fase ainda em 2017) e sujeito a afinações.

Com Lusa e DN

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