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«Acesso directo» aos portos fixará a ferrovia como garante da «circulação de grandes fluxos»

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Pedro Nuno SantosO «acesso directo aos portos, aos terminais logísticos» e a «possibilidade de transportar camiões sobre carris nas chamadas ‘auto-estradas rolantes’» serão importantes para estabelecer « a ferrovia como o sistema que assegura a circulação dos grandes fluxos», analisou o Ministro das Infra-estruturas, num artigo de opinião recentemente publicado pela ADFERSIT, no qual o governante analisa a importância do Plano Ferroviário.

«No transporte de mercadorias, o acesso directo aos portos, aos terminais logísticos, bem como a própria possibilidade de transportar camiões sobre carris nas chamadas “autoestradas rolantes”, ajudarão a estabelecer a ferrovia como o sistema que assegura a circulação dos grandes fluxos», frisou Pedro Nuno Santos, lembrando que para ser a resposta que as cargas e as pessoas necessitam, a ferrovia «terá de oferecer mais ligações, melhores tempos de viagem, mais fiabilidade, custos baixos para o utilizador e de estar perfeitamente integrado com os outros modos de transporte».

Tal implica que, nas cidades e nas áreas metropolitanas, a ferrovia terá de estar integrada com as redes locais de autocarro, de metro e de ferrovia ligeira, sem prescindir do acesso directo ao centro. «Nas regiões de baixa densidade, a articulação com serviços de autocarros ou com novos tipos de transporte a pedido, por exemplo, podem aumentar em muito a acessibilidade dos territórios. Além disso, em cidades grandes e pequenas, as soluções de mobilidade suave como as bicicletas partilhadas podem contribuir para tornar o transporte colectivo numa opção muito mais atractiva», vincou.

Em todo este contexto de aposta ferroviária estratégica, o Plano Ferroviário Nacional poderá «dar a perspectiva de longo prazo para a rede ferroviária, mas também, de certa forma, reflectir o tipo de país que queremos ser no futuro. Se queremos ser um país do século XXI, precisamos de uma rede ferroviária do século XXI», explicou o líder da pasta das Infra-estruturas. «Uma rede ferroviária, mais do que um conjunto de infraestruturas onde circulam comboios, é um conjunto de serviços que transportam pessoas e bens de uma estação para outra», rematou.

Assim, salientou Pedro Nuno Santos, o Plano Ferroviário Nacional «não é um plano de infra-estruturas nem um plano de material circulante, ainda que tenha de incluir ambos», mas sim um plano de rede «que irá pensar os serviços que é necessário prestar à população e à economia para, depois, em função disso, determinar as infra-estruturas e o material circulante que é necessário».

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