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Acordo Mercosul-UE pode colocar em xeque cabotagem brasileira, dizem empresas de navegação

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Estará a cabotagem em perigo no Brasil? Os ecos vindos do país irmão dão conta do receio que as empresas nacionais sentem após a decisão do presidente Michel Temer de dar luz verde ao ministro das relações exteriores, Aloysio Nunes, para o reatar das negociações por parte do Brasil em relação ao acordo de livre comércio entre a Mercosul e a União Europeia.



Temer deu luz verde para o reatar das negociações

A matéria foi noticiada pela publicação ‘Portos e Navios’: no passado dia 5 de Setembro, a decisão de Temer, através de despacho, deixou o mercado brasileiro da navegação em sobressalto, devido a potenciais riscos para a cabotagem praticada entre Brasil, Argentina e Uruguai, já que esta poderá, assim, estar em vias de ser liberalizada a empresas europeias, muitas delas com pujança económica acima da média.

Liberalização do mercado e os receios de que o Brasil possa fazer xeque-mate na sua própria cabotagem

Segundo explica a ‘Portos e Navios’, através do jornalista Danilo Oliveira, as empresas brasileiras de cabotagem receiam que  o governo brasileiro adopte, no âmbito do acordo, «contrapartidas comerciais» que, na prática, prejudiquem a competitividade das mesmas, dando um passo potencialmente decisivo para a cedência do mercado regional a empresas estrangeiras.

Citado pela ‘Portos e Navios’, afirmou Bruno Lima Rocha (presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima), que, desta forma, existe a possibilidade de se «entregar um terço do que fazemos de mão beijada ou para obter outras vantagens para a navegação europeia». O segundo terço do mercado de cabotagem é feito entre portos brasileiros com cargas nacionais e o outro é de operações de feeder, lembra a publicação.

Na visão do sindicato das empresas de navegação, os proprietários das cargas pretendem forçar este acordo com o intuito de beneficiar dos fretes das empresas europeias (mais acessíveis), o que, explicou Bruno Lima Rocha, poderá matar a actividade das empresas nacionais, uma vez que os navios de longo provenientes da Europa já vêm com frete pago dos serviços até o Brasil, tendo assim margem para expandir rotas e prestar serviços nos países adjacentes.



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