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Aeroporto do Montijo: Moita e Seixal reiteram ser contra projecto de impactos «irreversíveis»

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Os presidentes de câmara comunistas da Moita e do Seixal voltaram a vincar, ontem, dia 15, em audição parlamentar, que é um «erro» construir o novo aeroporto no Montijo, enquanto o Barreiro (PS) apoiou o projecto pelo desenvolvimento que pode trazer à região.

«A Câmara Municipal da Moita continua a opor-se», garantiu o autarca Rui Garcia, defendendo que os impactos ambientais negativos do projecto «seriam irreversíveis, não mitigáveis e incidiriam directamente sobre o território e a população».

Aeroporto no Montijo é solução de «curto prazo»

Discursando em audição sobre a Avaliação de Impacto Ambiental do Aeroporto do Montijo e alargamento do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, Rui Garcia mencionou que a opção escolhida pelo Governo «é de curto prazo, não resolve os problemas existentes e ainda criará mais». Para o autarca, as medidas de mitigação já propostas são «insuficientes» e «incapazes de superar os impactos sobre as populações».

Joaquim Santos, autarca do Seixal, partilha da visão de Rui Garcia, tendo sublinhado que a construção do novo aeroporto na Base Aérea n.º 6, no Montijo, no distrito de Setúbal, é um erro que o país vai cometer pela segunda vez. «A verdade é que nos arriscamos a avançar com esta solução e ter uma Lisboa duas vezes, com aviões a sobrevoar a baixa altitude em Lisboa e também na Margem Sul. Para nós é inaceitável quando existem outras soluções com menos impactos nas populações e no meio ambiente», afirmou o autarca.

Os dois autarcas encaram a opção do Campo de Tiro de Alcochete como a melhor escolha neste contexto: «a melhor opção técnica, económica e financeira».«Pegue-se na verba que ia ser utilizada no Montijo e utilize-se numa primeira fase do Campo de Tiro de Alcochete. Tínhamos todos os problemas resolvidos, com menos impactos ambientais, sobre a população e podiam fazer-se voos nocturnos», defendeu Joaquim Santos.

Com Lusa

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