AGEPOR aponta «digitalização e descarbonização» como os grandes desafios do futuro

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A Escola Náutica Infante D. Henrique (ENIDH) serviu, no dia 13, de palco para a celebração do centenário de associativismo dos Agentes de Navegação e, simultaneamente, do 20º aniversário da AGEPOR– embora os primeiros registos de associativismo datem de 1913, só quatro anos mais tarde – no dia 13 de Novembro – foi oficialmente concedido Alvará à Federação Marítima de Lisboa. Foi precisamente o centenário desta data que a AGEPOR quis assinalar, num jantar que também comemorou os 20 anos da própria associação, nascida da fusão da APAN e da AGENOR, em 1999.

Digitalização e descarbonização entre os principais desafios do sector

A pensar no futuro, a AGEPOR identificou como maiores desafios do sector marítimo-portuário: a digitalização; a sustentabilidade ambiental (como são exemplo as novas regras de emissão de enxofre que entram em vigor a partir de 2020 e representarão um aumento de custos para a indústria na ordem dos 60 milhões de euros; ou a redução até 50% das emissões de gases com efeitos de estufa até 2050); a impressão 3D; a robotização e a automação, o big data, a IA e IoT (um dia, teremos navios e terminais completamente autónomos e ‘inteligentes’).

Ainda que os agentes de navegação tenham hoje funções completamente diferentes das que desempenhavam há 100 anos, «a sua presença física nos portos e o seu papel enquanto interlocutores locais permanecem valiosos», sublinhou Rui D’Orey, presidente da associação, durante a sua intervenção. «Uma pequena demora na estadia de um navio custa muito mais a um armador do que qualquer poupança, sempre irrisória, no custo de um agente», acrescentou. Rui D’Orey relembrou também todas as direcções e órgãos sociais das várias associações que lhe precederam, bem como os colaboradores que no dia-a-dia concretizam e dão visibilidade ao trabalho realizado pela AGEPOR.

AGEPOR enaltece crescimento sustentado do sector

A comemoração do centenário do associativismo dos agentes de navegação, juntamente com o marco dos vinte anos da AGEPOR, foi pretexto para um olhar analítico e reflexivo sobre o incontornável e sustentado progresso desta actividade: actualmente, o sector portuário em Portugal conta com cerca de 80 agentes de navegação, envolvendo aproximadamente 1.240 colaboradores. Em cada ano, registam-se mais de 10.000 escalas de navios nos portos nacionais, que transportam quase 100 milhões de toneladas.

Refira-se que o conjunto dos agentes de navegação, associados da AGEPOR, factura um valor anual de aproximadamente 450 milhões de euros, e, se olharmos para os últimos dez anos (período 2008-2018), registou-se um aumento de 36 milhões de toneladas de carga transportada, de 64 para quase 100 mil milhões de toneladas. O transporte marítimo, centro da actividade dos agentes de navegação, é responsável por cerca de 90% do comércio mundial. Em Portugal, em 2018, mais de 75% das importações e quase metade das exportações passaram pelos portos. Os principais países de destino são Alemanha, Reino Unido, Espanha, Países Baixos, Itália e França, ao nível europeu, EUA, Angola, Brasil e Marrocos, no resto do mundo.

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