AGEPOR assinala centenário do associativismo dos agentes de navegação e traça as metas do sector marítimo-portuário

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A Escola Náutica Infante D. Henrique (ENIDH) serviu, no dia 13, de palco para a celebração do centenário de associativismo dos Agentes de Navegação e, simultaneamente, do 20º aniversário da AGEPOR – o evento reuniu mais de 150 pessoas ligadas ao sector marítimo-portuário, entre as quais figurou o Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, agora intrinsecamente ligado ao domínio portuário, devido à nova configuração do Executivo. Apesar das festividades, houve espaço para a reflexão e para um olhar analítico sobre as desafios do sector.

Investimento portuário, digitalização e paz social: a tríade do sucesso

«É uma feliz coincidência que este evento coincida com o princípio de uma nova legislatura. É, pois, o momento certo para falarmos sobre os temas-chave que devem estar na agenda política do nosso sector», frisou Rui D’Orey, apontando como principais prioridades: o investimento e o aumento de capacidade dos portos; a conclusão do projecto JUL (Janela Única Logística); e a paz social no sector marítimo-portuário. Para o presidente da AGEPOR, é imperativo o investimento nos portos lusos, de modo a garantir a execução da ‘Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária’,  «cuja concretização tem vindo a ser feita a um ritmo mais lento do que os portos, o mercado e a economia necessitam», considerou.

Entre os passos cruciais que levarão o sistema portuário nacional a bom porto estão, elencou Rui D’Orey, o alargamento do Terminal XXI do Porto de Sines, operado pela concessionária PSA Sines, o futuro terminal Vasco da Gama (também ele situado no porto alentejano), as dragagens do Porto de Setúbal, a modernização do Terminal de Contentores de Alcântara (operado pela Yilport Liscont) do Porto de Lisboa ou o desenvolvimento do Terminal -14 do Porto de Leixões – todos eles, frisou o presidente da AGEPOR, investimentos essenciais para cumprir o documento lançado, em 2016, pelo Ministério do Mar (liderado por Ana Paula Vitorino durante toda a anterior legislatura).

Implementação da JUL é prioritária, frisou o presidente da AGEPOR

Mas nem só de investimentos infra-estruturais vive um sistema portuário – a digitalização, corporalizada na aposta na JUL, é também outro dos pontos essenciais do desenvolvimento do sector, que se prepara para os novos horizontes de um futuro interligado, just in time e desmaterializado. A JUL alargará a influência da JUP ao hinterland, dando uma visão mais holística – e intermodal – do transporte de cargas e da Logística. «É prioritário avançar com a sua implementação, de forma a que a dimensão física seja complementada e suportada por uma dimensão digital», denotou Rui D’Orey, salientando que os agentes de navegação são peças-chave desta plataforma, uma vez que actuam como pivots na cadeia logística dos portos.

«Cumplicidade» entre stakeholders e trabalhadores é essencial

Em sintonia com o investimento infra-estrutural e com a aposta na digitalização deverá estar, também, a paz social: um requisito fundamental (e por vezes tão escasso) para a eficiente operacionalidade portuária. «Os portos nacionais, em especial o de Lisboa, têm sido continuamente assolados por greves ou ameaças de greve, desde 2012. Este é um aspecto negativo, porque não existe crescimento de um porto sem uma saudável cumplicidade entre os trabalhadores portuários e os demais stakeholders. Basta ver os portos nacionais que crescem e os que marcam passo ou definham: a correlação com a paz social é directa e clara. O crescimento do porto traz prosperidade para todos».

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