Porto de Setúbal

AGEPOR: «Estivadores, deixem de ser carne para canhão para interesses que não são os vossos»

Marítimo Comentários fechados em AGEPOR: «Estivadores, deixem de ser carne para canhão para interesses que não são os vossos» 923
Tempo de Leitura: 2 minutos

A semana transacta não terminou da melhor maneira para o shipping português: as negociações entre o SEAL e as empresas portuárias que actuam no Porto de Setúbal falharam, adivinhando-se a continuidade dos prejuízos, um pouco por toda a cadeia logística interna, com lógicas ramificações no exterior (caso da Autoeuropa).

Depois da reacção da Ministra do Mar, foi agora a vez da AGEPOR analisar o fracasso das negociações, através de um comunicado que lança directas críticas à postura do sindicato, que acusa de recorrer aos trabalhadores de Lisboa e de Setúbal, instrumentalizando-os em prol de uma «estratégia de poder» e de guerrilha «contra outros sindicatos».

AGEPOR critica «sede de poder» do SEAL

O comunicado, intitulado ‘A greve de Setúbal e a política do passado para o declínio do futuro’, defende a visão de que «as greves em Lisboa e em Setúbal não têm nada a ver com a defesa dos interesses dos trabalhadores», sendo apenas o reflexo de um «desejo de protagonismo e poder» do sindicato: «a falta de desfecho confirma isso mesmo» conclui a AGEPOR. «Os problemas de Setúbal existiam e tinham que ser resolvidos, e foram, mas tudo continua porque o que interessa ao SEAL é que a greve continue», acrescenta.

A AGEPOR puxa a fita do filme do conflito da estiva atrás e recapitula a sua visão dos acontecimentos: «É preciso lembrar que tudo isto foi despoletado pelo SEAL ao decretar mais uma greve em Lisboa, nos dias 27 e 28 de Julho, na semana seguinte a ter fechado um novo acordo com as empresas. Esse acordo era bom para os trabalhadores de Lisboa incluindo novas condições salariais», mas foi cancelado.

«Sem navios não há trabalho»

Estará, então, à vista a repetição, em Setúbal, da estagnação que assolou Lisboa? «De primeiro porto nacional Lisboa já passou para terceiro. E por este caminho há-de chegar a último. E parece que Setúbal lhe pode seguir as pegadas. O que têm de comum? O SEAL», atira a AGEPOR, lembrando que «sem navios não há trabalho, e sem trabalho não há emprego, e sem emprego não são precisos trabalhadores».

«Apetece-nos gritar ‘Estivadores de Lisboa, estivadores de Setúbal: deixem de ser carne para canhão para interesses que não são os vossos’», reforça a associação. «o futuro só existe com navios, com cargas… aquelas que o SEAL consegue afastar», remata o comunicado, ao qual a nossa publicação teve acesso.

Author

Back to Top

© 2019 Magia Azul, all rights reserved.
Partilhar
Partilhar
pt Português
X
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com