AGEPOR preocupada com «movimento contra o prolongamento do molhe» do Porto de Leixões

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A matéria é considerada urgente para a comunidade marítimo-portuária em geral, mas tem encontrado sucessivos entraves no caminho para a sua concretização: falamos do prolongamento do molhe de protecção do Porto de Leixões. Perante a titubeação que tem pautado a evolução do dossier, a AGEPOR veio a terreiro, via comunicado, mostrar-se preocupada com «o movimento que tem vindo a ser alimentado» contra o projecto.

Tida como uma obra essencial para que o porto nortenho continue na senda da elevação competitiva, o prolongamento do quebra-mar exterior teve avanços e recuos: em Fevereiro, a APDL lançou o concurso público do projecto, mas desde então vários entraves têm atrasado todo o dossier. Um dos primeiros partiu de Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto – o autarca lançou, em Março, uma moção de reavaliação do projecto. As críticas de movimentos ambientais têm igualmente sido uma força de bloqueio à evolução do processo.

No passado dia 5, o parlamento deu luz verde aos projectos de resolução dos partidos PAN e BE que sugeriam a suspensão do concurso público «limitado por prévia qualificação» concernente às obras de prolongamento do quebra-mar. Os diplomas foram aprovados com os votos do PAN, BE, CDS-PP e PSD – com esta aprovação na generalidade, os projectos baixaram à Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas. Os projectos de resolução recomendam ao Executivo a suspensão do concurso público «limitado por prévia qualificação» do prolongamento do quebra-mar exterior e acessibilidades marítimas até que sejam reabertos e finalizados todos os processos de Avaliação de Impacto Ambiental.

«Forças do Norte» desafinam na hora de defender os seus interesses?

Ora, perante estes desenvolvimentos, a AGEPOR constatou encarar com «preocupação o movimento que tem vindo a ser alimentado contra o prolongamento do molhe de protecção do Porto de Leixões», considerando a obra «essencial para a manutenção da competitividade e perspectivas de futuro daquele porto, que é vital para a economia nacional e para a região». A associação dos agentes de navegação frisou ainda que «as forças do Norte’ sempre souberam onde estavam os seus interesses e sempre souberam defendê-los», mas que, agora, a «orquestra parece estar desafinada».

Recorde-se que a Comunidade Portuária de Leixões (CPL) já defendeu publicamente a urgência deste projecto – em Maio, o líder da CPL, Jaime Vieira dos Santos, vincou que a não consumação da requalificação seria um acto «irresponsável» e «catastrófico» para o progresso da economia local e do país, sendo as garantias dadas pelo Estudo de Impacte Ambiental suficientes para avançar com a obra e dela colher os seus benefícios.

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