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AGEPOR preocupada com o «arrastar de negociações» em Setúbal e «repetição do passado» em Lisboa

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A AGEPOR lançou esta manhã um comunicado fazendo um balanço das situações nos portos de Sines, Setúbal e Lisboa, lamentando, em simultâneo, a instabilidade laboral que tem assolado as infra-estruturas portuárias – principalmente as duas últimas.

AGEPOR preocupada com o «arrastar das negociações» em Setúbal

Na missiva distribuída, a associação debruça-se sobre a greve ocorrida no Terminal XXI do porto alentejano, alertando para o perigo de perda de competitividade face a rivais directos no transhipment como Valência, Tanger e Algeciras: «um mau presságio», avisou a AGEPOR.

Quanto ao Porto de Setúbal, a associação expressou a «preocupação» com o «arrastar das negociações» e também com «as perspectivas de um elevado aumento de custos para os clientes do porto, consequência directa dos aumentos salariais» exigidos actualmente pelo sindicato.

SEAL: um sindicato que vive para a greve e não para a paz, diz a AGEPOR

No Porto de Lisboa, «o tempo é de espera», considera a AGEPOR: «Mas não de espera por um futuro melhor, apenas de espera por mais uma repetição do passado», lamenta, deixando directas críticas à postura da entidade sindical liderada por António Mariano. «O SEAL, depois de ter privado os seus filiados dos aumentos que tinham sido negociados, espera agora por melhores dias…mas não há ‘melhores dias’ sem perspectivas de paz social duradoura», afirmou, considerando que o SEAL não tem «uma visão de futuro» e de «desenvolvimento» para o porto.

Para a associação, a estabilidade sócio-laboral é a chave e a condição basilar para o progresso competitivo dos grandes portos. Sem essa estabilidade, o futuro é comprometido, considerou – «Os portos que mais crescem são aqueles onde a paz social e a estabilidade têm sido o padrão que dá a confiança tão necessária para garantir e atrair os investidores nacionais e internacionais», argumentou.

Lei da Greve deve ser revista

Sem tal domínio de estabilidade, os investimentos são «desviados para outros portos vizinhos e concorrentes dos portugueses», vincou a AGEPOR. Assim, ressalva a entidade, torna-se lógico e imperativo «rever a Lei da Greve, conferindo-lhe proporcionalidade» e impedindo que «certos trabalhadores, abusando da sua posição dominante, utilizem os seus monopólios laborais para condicionar a vida de toda a população.

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