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Airlines for Europe condena «impacto devastador» das «restrições caóticas» adoptadas pela UE

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A Airlines for Europe (A4E) condenou as «restrições fronteiriças caóticas» impostas na União Europeia (UE), causadoras de um «impacto devastador na liberdade de circulação» durante o Verão. A entidade insta os países a encaram tal liberdade como «prioridade política».

A maior associação representativa da aviação europeia vincou que os europeus foram privados da liberdade de circulação «devido às restrições fronteiriças caóticas, juntamente com a confusão sobre quarentenas, formas variáveis de localização de passageiros e requisitos para testes».

Em comunicado, a Airlines for Europe pede urgência na implementação de «um programa de testes harmonizado unificado é urgentemente necessário […] para tentar restaurar a confiança dos passageiros», em vez de se optar por medidas mais restritivas. Dados compilados pela A4E revelam que, por exemplo em Agosto, o tráfego aéreo na Europa equivaleu a apenas 30% do mesmo mês no ano passado.

avião aeroportoA associação que representa cerca de 70% das transportadoras aéreas europeias, entre as quais a TAP, defende por isso que «devem ser utilizados testes melhorados e rastreio de contactos em vez de quarentenas, uma vez que os testes permitem uma atenuação do risco a um nível individual». Para tal, urge os Estados-membros a disponibilizar testes «rápidos e fiáveis aos passageiros pouco antes da partida».

Citado pela nota de imprensa, o presidente executivo do grupo Air France-KLM e presidente da A4E, Benjamin Smith, defende que «o Conselho da UE deve fazer disto uma prioridade política», observando que «as medidas nacionais não coordenadas nos últimos seis meses tiveram um impacto devastador na liberdade de circulação – um dos principais objectivos da União – com repercussões significativas no sector de viagens».

Divergências de actuações e descoordenação entre Estados-membros é a receita para o fracasso, explica o responsável. «Medidas divergentes por parte dos Estados-membros – frequentemente implementadas com muito pouca antecedência, com base em critérios diferentes, e não suficientemente coordenadas com outros países – fizeram com que a procura de passageiros descesse a pique», lamenta Benjamin Smith.

Fonte: Lusa

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