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Alstom testará, na Betuweroute, operações ferroviárias autónomas com sensores

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A Alstom entrará, neste Outono, em período de testes, na via ferroviária Betuweroute: a companhia aposta no desenvolvimento de comboios autónomos de mercadorias e a grande novidade é a inclusão de sensores que, explicou a empresa, serão capazes de reconhecer e identificar objectos na via. Este upgrade tecnológico será essencial para a implementação total do tráfego ferroviário autónomo.



A revelação e consequente explicação foram dadas por Alwin van Meeteren, director da Alstom, durante a realização (em Berlim) do evento internacional InnoTrans. Segundo van Meeteren, os testes arrancarão durante o mês de Setembro e serão levados a cabo com recurso ao modelo BR203, propriedade da companhia Rotterdam Rail Feeding (RRF), que integra, neste contexto, uma parceria juntamente com a Alstom e a ProRail.

Testes na Betuweroute avaliarão nível 2 de automação e novos sensores serão aplicados

Os testes na Betuweroute – que liga Roterdão à Alemanha – incidirão sobre a chamada ‘Automatic Train Operation’, e servirão para avaliar e analisar o nível 2 de automação ferroviária: o comboio opera de forma completamente autónoma apenas a partir do nível 4 – tal não acontecerá num futuro próximo, apurou a Revista Cargo. Durante os testes, serão analisados parâmetros como a a transição do nível 1 do ERTMS para o nível 2 e o mapeamento feito pelo comboio.

Quais as potencialidades da automação ferroviária? «As vantagens são o aumento da capacidade, porque todos os estilos de direcção são uniformes. Além disso, os comboios podem andar juntos. A qualidade do transporte também melhorará, porque os trens funcionarão mais pontualmente e muita energia será economizada», respondeu Alwin van Meeteren, citado pelo portal ‘Rail Freight’.

Automação ferroviária «não é um sonho, mas sim uma realidade», diz Alwin van Meeteren

Para o director da Alstom, a ‘Automatic Train Operation’ (ATO) é um «elemento inovador», uma vez que, em combinação com o ERTMS, pode proporcionar um aumento substancial de capacidade. A Alstom, recordou, trabalha, em conjunto com outros fornecedores, na joint venture europeia Shift2Rail, nas especificações da ATO, a fim de tornar a tecnologia aplicável em toda a Europa.



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