AMT analisa o semestre: saiba todas as razões da variação homóloga negativa nos portos lusos

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A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) compilou os dados da movimentação portuária de cargas nos portos do Continente no primeiro semestre do ano: 39,4 milhões de toneladas registadas entre Janeiro e Junho, espelhando uma descida homóloga de -11,9%. A variação global negativa do volume de carga movimentada «resulta da conjugação de comportamentos negativos registados nas operações de embarque e nas operações de desembarque, incluindo transhipment, que observam quebras respectivas de -8,8% e de -14%», aprofunda a AMT.

O comportamento do fluxo de embarque, que inclui a carga de exportação, é caracterizado pelo «comportamento positivo de 15 dos 44 mercados», movimentando um volume superior ao homólogo de 2019 em +411,7 mil toneladas, «tendo os restantes 29 registado comportamento negativo», com um decréscimo total de quase -1,99 milhões de toneladas, esclareceu a AMT, realçando as influências negativas dos comportamentos de segmentos de carga como a contentorizada ou dos os produtos petrolíferos, nos portos de Lisboa, Leixões, Sines e Setúbal.

«Com influência negativa regista-se o mercado da Carga Contentorizada de Lisboa, responsável pelo decréscimo de -729,8 mil toneladas, seguido pelo dos Produtos Petrolíferos de Leixões, que perde -373,3 mil toneladas, e ainda pelos Outros Granéis Sólidos de Setúbal e de Lisboa e dos Produtos Petrolíferos de Sines, com quebras que atingem, no seu conjunto, um total de -311,3 mil toneladas. Estes cinco representam 71,2% do total de perdas registadas pelos mercados com comportamento negativo», detalhou a AMT, ao fazer o balanço global da actividade no semestre.

De forma positiva a influência mais significativa foi exercida pelos mercados de Carga Contentorizada de Leixões (+91,8 mil toneladas), Carga Fraccionada da Figueira da Foz (+70,1 mil toneladas) e o Carvão, Carga Contentorizada e Petróleo Bruto de Sines, que totalizam um acréscimo de +143,8 mil toneladas. No segmento das operações de desembarque, do total dos 43 mercados, 16 registaram comportamento positivo com acréscimo de +435,5 mil toneladas e 27 tiveram comportamento negativo com um decréscimo de -4,17 milhões de toneladas.

Neste segmento, vinca a AMT, «assinala-se a forte influência do mercado de Carvão, que é responsável pela diminuição de -1,87 milhões de toneladas, no contexto da inactividade das centrais termoeléctricas de Sines e do Pego, que corresponde a 44,9% do total das variações negativas registadas». Também com «impacto negativo», surgem os Produtos Petrolíferos de Sines (-638,9 mil toneladas), a Carga Contentorizada de Lisboa (-308,4 mil toneladas) e o Petróleo Bruto de Sines e de Leixões, com perdas respectivas de -250,2 e -219 mil toneladas. «Estes cinco mercados representam no seu conjunto 78,8% do total de perdas registadas nos mercados com comportamento negativos», concluiu a AMT. A influência positiva mais intensa verifica-se nos mercados dos Produtos Agrícolas de Lisboa com +63,8 mil toneladas (14,6% do total de variações positivas).

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