IP linha do norte Infra-estrutura ferroviária

AMT publicou o segundo relatório que analisa a fundo o ‘Ecossistema Ferroviário Português 2017’

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Foi publicado o segundo relatório da AMT referente ao ‘Ecossistema Ferroviário Português’, que se reporta a 2017 – segundo os dados obtidos, é enfatizado o esforço executado com o intuito de transformar o transporte ferroviário num sector mais atractivo, principalmente na qualidade do serviço, com foco na liberalização do direito de acesso à infra-estrutura e o recurso a concursos para adjudicação de contratos de serviço público.

ordem dos engenheiros ferrovia linhaO relatório tem por base a informação recolhida junto do gestor de infra-estrutura ferroviária e dos operadores de transporte ferroviário, tendo sido efectuada uma análise dos indicadores de desempenho do sector em 2017 relacionados com a evolução da oferta e da procura de transporte, a qualidade do serviço e a respectiva percepção por parte do cliente, a evolução dos preços e da vantagem comparativa com outros modos em termos de sustentabilidade, a mobilidade e o grau de digitalização.

É ainda feito, neste documento da AMT, o balanço do impacto da implementação do 4º Pacote Ferroviário da UE, que, recorde-se, através do Decreto-Lei n.º 124-A/2018, 31 de Dezembro, passou a permitir (desde 1 de Janeiro do presente ano) que qualquer operador ferroviário europeu se habilite a realizar transporte doméstico de passageiros desde que tenha parecer positivo da IP e da AMT (no caso nacional).

Relatório antecipa «ciclo robusto de investimento na infra-estrutura ferroviária»

Assim, o relatório denota que, em 2017, a rede ferroviária nacional não sofreu grandes alterações.Por outro lado, os investimentos que se prevêem até 2030 indicam o início de um ciclo robusto de investimento na infra-estrutura ferroviária. Numa fase inicial, e de acordo com o Plano de Investimentos Ferrovia 2020, estão previstos 2,2 mil milhões de euros até 2023. Com o Plano Nacional de Investimentos 2030, estão previstos investimentos de 4 mil milhões de euros na ferrovia.

Taxa de utilização da infra-estrutura abaixo da média, nos passageiros e cargas

A rede nacional possui uma taxa de electrificação acima da média europeia (64%) e uma densidade abaixo da média. A Taxa de Utilização da Infra-estrutura está também abaixo da média, quer para o transporte de passageiros como para o de mercadorias, aponta a AMT, com base em dados do IRG-Rail. O material circulante ao serviço do transporte de passageiros manteve-se estável entre 2012 e 2017.O material a diesel, utilizado em serviço regional, apresentou uma taxa de imobilização de 26%. Superior à taxa apresentada pelo material eléctrico, que foi de 12%.

Cargas: interoperabilidade entre ferrovia e portos é padrão dominante

No transporte de mercadorias revela-se a importância da interoperabilidade entre a ferrovia nacional e o sistema marítimo-portuário: 61% das toneladas e 80% dos TEU transportados por ferrovia têm origem ou destino num porto, o que corresponde a 9,2% das ton. e 20,5% dos TEU que entram e saem por via terrestre dos portos que dispõem de acessibilidades ferroviárias. Entre 2015 e 2017 registou-se uma redução das toneladas transportadas (-6%), mas um ligeiro aumento das TKm de 3,6%, o que revela um aumento da procura para percursos mais longos; Verificou-se um ligeiro aumento da quota do operador Takargo, embora a Medway continue com a quota maioritária.

Quota reduzida do transporte ferroviário no mapa de distribuição modal

Quando comparado com os restantes países europeus, Portugal apresenta uma quota reduzida (4,2%) do transporte ferroviário no mapa de distribuição modal. Suíça é o país que tem maior representatividade neste modo de transporte (17%), fixando-se a média europeia nos 7,8%. Em matéria de segurança, o ano de 2017 registou um decréscimo face ao ano anterior em número de acidentes significativos (-24%).

Contribuição para a descarbonização da Economia

O documento destaca o contributo do transporte ferroviário para a descarbonização da Economia, designadamente no transporte de mercadorias, onde o transporte rodoviário tem um impacto, em termos de emissões de GEE por TKm, 11 vezes superior ao transporte ferroviário eléctrico e 3,3 vezes superior ao transporte ferroviário a diesel. Da análise económico-financeira feita ao ecossistema, realça-se a melhoria dos resultados operacionais no valor de 59 milhões de euros, de 2016 para 2017.

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