Anacleto Rodrigues (SIMM) faz o balanço da greve: SNMMP «não estava preocupado connosco»

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Ao ‘Expresso’, Anacleto Rodrigues, representante do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), comentou a paralisação dos motoristas e a sinergia do SIMM com o parceiro sindical SNMMP: os dois sindicatos convocaram a greve mas cedo Anacleto Rodrigues percebeu que a parceria não era sólida, tendo havido várias manifestações de «deslealdade» por banda do SNMMP, revelou o representante do SIMM.

Anacleto Rodrigues acusa SNMMP de «deslealdade»

«Não valia a pena estar na luta ao lado de um sindicato que não estava preocupado connosco», comentou Anacleto Rodrigues, ao fazer, na passada Sexta-feira (dia 16), o balanço de uma greve que durou uma semana. Segundo o representante sindical, a dissensão do SNMMP foi constante e a gota de água que materializou a separação de caminhos entre sindicatos foi a proposta do SNMMP para «mediação» no âmbito da reunião no Ministério das Infra-estruturas. «Não nos disseram nada e, de repente, pediram mediação o que significa que estavam a pensar apenas neles, e não consideravam o nosso lado, ou que estavam a falar em nosso nome sem nos consultar», explicou.

SIMM discorda da criação de estatuto especial para motoristas de matérias perigosas

Das palavras de Anacleto Rodrigues, deduz-se que a parceria SNMMP-SIMM nunca foi estrutural, mas sim circunstancial: as discordâncias eram muitas, como no caso da reivindicação de um estatuto especial para os motoristas de matérias perigosas, exigência com a qual o SIMM nunca concordou, revelou agora o representante sindical. O SIMM defende sim a diferenciação positiva já traduzida no subsídio especial de 125 euros, mas defende que «todos são motoristas», até porque existem outros motoristas que têm formação para fazer esse trabalho, explicou.

Existem «muitas melhorias para os motoristas em 2020»

Tendo abandonado a greve na passada Quinta-feira, o SIMM acredita que estão já garantidas «muitas melhorias para os motoristas em 2020», desde logo porque no memorando de entendimento para a revisão do actual Contrato Colectivo de Trabalho do sector já estão consagradas muitas das suas propostas. No imediato, o foco vai para a preparação dos dossiers referentes a 2021, com prioridade para a obtenção de garantias de que os motoristas não estarão sozinhos a fazer cargas e descargas à noite, forçados a activar e a desactivar códigos de alarme e a carregar paletes de mil quilos para câmaras frigoríficas, como noticia o ‘Expresso’.

Outro ponto prioritários para o sindicato é o descanso entre viagens. Hoje, diz o sindicato, um motorista de longo curso que chega a casa Sexta-feira às 18 horas tem de partir de novo pelas 15 horas de Domingo: «Estamos a falar de viagens que duram em média 5 a 12 dias», frisou Anacleto Rodrigues. A participação do SNMMP no grupo de trabalho que debaterá o tópico das cargas e descargas é vista como «muito positiva».

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