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AOPL acusa SEAL de desrespeitar «paz social» e declara «sem efeito» acordo alcançado

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Através da divulgação de um comunicado, a Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL) declarou que fica hoje «sem efeito» o acordo alcançado no final de Junho com o Sindicato Nacional dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego, Conferentes Marítimos e Outros, na sequência do «desrespeito demonstrado», patente no pré-aviso de greve do SEAL, marcado para o dia 27 de Julho.



SEAL «apresenta motivos que não envolvem o Porto de Lisboa», diz a AOPL

Explica assim a AOPL que a tomada de decisão justifica-se devido ao «pré-aviso apresentado pelo sindicato para uma greve de 24 horas a partir das 8:00 horas de 27 Julho na maioria dos portos nacionais», oportunamente noticiada pela Revista Cargo. «Para a convocação desta greve, o sindicato apresenta motivos que não envolvem o Porto de Lisboa, não deixando, contudo, de o penalizar directamente com a greve», argumenta a AOPL.

Para a associação, o caminho da estabilidade havia sido trilhado em Junho, com a obtenção de «um acordo que foi vertido em ata e ratificado em plenário pelos seus associados em 2 de Julho e confirmado pela AOPL, com vista ao restabelecimento da paz social no Porto de Lisboa». Envolvia «aumentos nas cláusulas de expressão pecuniária para 2018» de 4% e de 1,5% para 2019.

Uma paz que foi, afirma a AOPL, desintegrada pelo comportamento do SEAL, também já fortemente reprovado pela AGEPOR. « A necessidade de estabilidade e paz social é uma condição essencial para o desenvolvimento do Porto de Lisboa e conduziu no final de Junho ao esforço financeiro por parte das empresas operadoras», atirou a associação.

AOPL critica SEAL e aponta dedo ao «desrespeito» da quebra do acordo

«É incompreensível que um acordo importante para todos seja quebrado pelo sindicato duas semanas depois de ter sido aprovado; todos sabemos como a paz social é importante para garantir o sucesso do Porto de Lisboa e de todos os que aqui trabalham», declarou a direcção da AOPL, revelando ainda que «os operadores aceitaram fazer o esforço financeiro, que teve como consequência evitar 3 semanas de greve que o Sindicato dos Estivadores se dispunha a fazer».

«Esta atitude de marcar uma greve de 24 horas para dia 27 de Julho mostra um total desrespeito pelo acordo que tínhamos alcançado, desvalorizando o esforço de todos os que trabalharam para o atingir, facto que consideramos inaceitável. E por isso não resta à AOPL outra solução senão considerá-lo sem efeito», acrescenta a direcção, realçando que a «cláusula de paz social» plasmada no Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) celebrado entre a AOPL e o Sindicato dos Estivadores está a ser violada pelo sindicato.



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