APAT critica obscuridade da greve e lamenta «reiterada falta de estratégia nacional»

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A APAT reagiu esta manhã à paralisação dos motoristas de matérias perigosas, que, desde Segunda-feira, assolou todo o país, provocando disrupções nas reservas de combustíveis em aeroportos, postos de combustíveis, portos, e também corridas desenfreadas ao abastecimento de viaturas. O Governo expandiu o âmbito dos serviços mínimos poucas horas depois de ter sido obtido um entendimento entre as partes.

Na missiva intitulada ‘A Greve do Ouro Negro’, à qual a Revista Cargo teve acesso, a APAT não tem dúvidas de que a paralisação «impactará de forma transversal nas várias áreas da economia» e deixa críticas não só à postura dos proponentes da greve como também à «falta de estratégia nacional» demonstrada após o arranque da mesma. No ar fica a pergunta: «Como é possível o País ficar dependente da falta de bom senso de uns poucos?».

Leia, na íntegra, a missiva da APAT:

A Greve do ‘Ouro Negro’

Esta greve impactará de forma transversal nas várias áreas da economia. Esta situação é critica e preocupa verdadeiramente a APAT e respectivos associados.

Temos de perceber a gravidade da situação, a sua abrangência e transversalidade e por isso mesmo a APAT condena a forma como esta greve afecta todo o país e não apenas os que estão na negociação laboral.

Claro que é necessário percepcionar prioridades e enquanto cidadãos conscientes, a nossa primeira preocupação deve ser com a saúde publica, os acessos aos hospitais, a mobilidade dos agentes da saúde e a mobilidade das pessoas. Depois vêm os problemas relacionados com a economia cargas que não embarcam, aviões que não levantam, navios que não zarpam e camiões que não circulam que a manter-se, pode chegar ao ponto de faltarem bens de primeira necessidade nas prateleiras dos supermercados.

Esta greve não é um apenas um pormenor, é antes um “pormaior” que pode complicar e muito a vida dos Portugueses em todos os sectores da economia – Exportações, Importações, Turismo, Transportes, Saúde, Mobilidade de Pessoas e Bens, ou seja a transversalidade deste impacto pode ser mesmo muito critico.

É chocante para todos nós percebermos que não houve um plano de contingência e não existiu comunicação assertiva acerca do real impacto na vida do País. É assustador perceber a reiterada falta de estratégia Nacional.

A opinião da APAT é que no momento seguinte à greve, nos devemos capacitar e entender a necessidade de sermos estrategicamente inteligentes e não apenas dedicados e zelosos.

  • Porque foi o Oleoduto para Aveiras?
  • Como é possível circularem +/- 200 camiões dia (cerca de 10/hora) na A1 entre Aveiras e Aeroporto?
  • Como é possível colocar em risco a saúde publica das populações e utentes da A1 em caso de acidentes com este tipo de produto?
  • Como é possível o País ficar dependente da falta de bom senso de uns poucos?

É facto que a requisição civil atenua o impacto da greve, pois, mesmo que o transporte seja realizado por pessoas menos experimentados mas igualmente habilitados, como militares ou até bombeiros, haverá maior probabilidade de os navios, aviões e camiões circularem.

Não condenamos o direito à Greve, pois este é um direito dos trabalhadores, mas quando não sabemos bem as razões, os porquês, os timings fica difícil entender que politica é esta. Reiteramos a indispensável necessidade de diálogo entre todas as partes e exige-se uma solução urgente para um problema de todos.

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