APAT insta responsáveis políticos a encontrarem solução urgente para Setúbal e Lisboa

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Enquanto o conflito sócio-laboral da estiva se arrasta, muitas são as vozes que se erguem contra a estagnação actual e exigem, mais cedo que tarde, uma solução que permite o regresso à normalidade operacional: desta feita, foi a vez da APAT, através de um comunicado, vir a terreiro, exigir «urgência numa solução para Setúbal e Lisboa».

APAT constata «deterioração da actividade portuária em Lisboa e Setúbal»

Denotando a «deterioração da actividade portuária em Lisboa e Setúbal», decorrente do arrastamento da greve ao trabalho suplementar (decretada pelo SEAL) que afecta o porto da capital e da paralisação no porto sadino, a APAT insta ao fim da passividade por parte de «quem tem responsabilidade na matéria», frisando não existir «qualquer fundamento» para que a postura reivindicativa se mantenha – «pelo que sabemos esteve quase tudo acertado para pôr termo à paralisação dos trabalhadores precários no porto de Setúbal», frisa a associação.

Os prejuízos, alerta, acumulam-se: «Se em Setúbal se fala essencialmente na Auto-Europa, no Porto de Lisboa há contentores que aguardam mais de 30 dias para embarcar e nas auto-estradas portuguesas há muita carga a viajar para outros Portos», pode ler-se na missiva à qual a Revista Cargo teve acesso.

«A instrumentalização dos estivadores e do Direito Constitucional à Greve não é ética», aponta a associação

«A instrumentalização dos estivadores e do Direito Constitucional à Greve não é ética, nem tão pouco uma atitude responsável, pois o direito à Greve não deve ser usado para a consecução de objectivos e agendas pessoais e politicas, em detrimento de uma economia já de si frágil e que dificilmente aguenta este desrespeito de alguns pelos outros», reforça ainda a associação de transitários de Portugal, liderada por António Nabo Martins.

A missiva termina com um pedido de «comunicação, diálogo, entendimento, equilíbrio e soluções», apelando aos «aos responsáveis políticos para que se ponha termo a esta situação, sob pena de termos todos um Natal menos feliz.».

Foto: APAT Facebook 

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