APAT: Sector congratula acções do Governo mas quer mais medidas no combate à COVID-19

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Em comunicado, a Associação dos Transitários de Portugal (APAT), cujos membros representam 1% do PIB nacional, reconhece «os esforços do Governo na adopção de algumas das suas preocupações», mas apela a «medidas adicionais necessárias para fazer face à situação actual», no combate à pandemia COVID-19.

APAT enumera medidas a adoptar

«No momento em que o País passou para o estado de mitigação, a APAT, que representa 260 empresas de transporte internacional de mercadorias, reitera a necessidade da adopção de medidas para o sector como a clarificação das linhas de crédito para as empresas transitárias e o pagamento dos direitos junto da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT); injecção directa de capital nas empresas; articulação conjunta para conseguir fazer chegar a Portugal o equipamento médico proveniente de outros países, abrindo, para isso, ligações aéreas em cargueiros ou aviões de passageiros exclusivamente com carga», enumera a Associação que representa os transitários nacionais.

Associação lamenta falta de regulamentação específica que enquadre operação do sector

rhenus alemanha contentoresA APAT lamenta ainda que não exista ainda regulamentação específica que enquadre a operação do sector dos transportes neste contexto da epidemia da COVID-19.

«Concretamente sobre o sector dos Transportes, a APAT assinala que ainda não foi emitida qualquer regulamentação específica com a determinação das condições em que o sector poderá operar (como resulta do Decreto n.º 2-A/2020), nomeadamente: definição de medidas de rastreio e organização dos terminais dos aeroportos internacionais; estabelecimento dos concretos termos e condições em que deve ocorrer o transporte de mercadorias em todo o território nacional», refere a Associação no seu comunicado.

A Associação dos Transitários de Portugal lembra ainda que «a atividade transitária ganha especial relevância para o país actualmente, já que é a partir da qual que é possível que os países tenham acesso ao abastecimento de bens alimentares, bens de primeira necessidade, medicamentos, entre muitos outros produtos».

Nabo Martins satisfeito por ver Governo a acolher medidas da APAT

O Presidente Executivo da APAT, António Nabo Martins, admite que a Associação foi apanhada «pela mesma onda de choque que o resto do mundo», pelo que tratou de fazer chegar ao Governo «algumas preocupações do sector que teriam repercussões na vida dos Portugueses«.

«Reconhecemos o enorme esforço que o Governo fez e congratulamo-nos porque percebemos que o Governo acolheu a adopção de algumas dessas preocupações. Não somos presunçosos ao ponto de pensar que foi apenas por nós, mas queremos acreditar que contribuímos de forma muito positiva para que tal acontecesse», admitiu.

O layoff simplificado e as suas constantes evoluções, as rendas, os apoios financeiros, a criação dos “Green Corridors” para mercadorias (camiões ou viaturas até 3500Kg) nas fronteiras terrestres, a facilitação da transmissão de documentos de exportação, como o Euro 1 ou T2L, são algumas medidas do Governo que são elogiadas e consideradas como positivas pela APAT.

Objectivo da APAT: «Que esta anormalidade pareça normal»

«Este trabalho é muitas vezes silencioso, mas muito difícil, porque temos de tentar conciliar todos as dificuldades, no pressuposto maior de continuar a fazer chegar a todos os Portugueses tudo o que necessitam para que esta anormalidade pareça ser ‘normal’. Por vezes, é a distância que nos une em prol de um objetivo comum», conclui António Nabo Martins.

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