Astral Aviation: drones são «solução ideal» para explorar sector africano da carga aérea

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As aeronaves não tripuladas poderão representar «uma oportunidade para entrar nos vastos e inexplorados mercados de carga aérea da África» – quem o disse foi Sanjeev Gadhia, fundador e presidente-executivo da companhia Astral Aviation, ao discursar durante o evento internacional Farnborough Airshow.



Carga aérea: Sanjeev Gadhia aposta nos drones para atacar potencial inexplorado do continente africano

Focando-se no mercado do Quénia, afirmou Sanjeev Gadhia que o potencial comercial do país africano está avaliado pela Organização Mundial do Comércio em cerca de 2,4 mil milhões de libras esterlinas. Gadhia adiantou ainda que foi já assinada um memorando que compromete a companhia a comprar dois modelos Lucas F-250, da Falcon Drones, tidos como o método de transporte ideal para penetrar nos mercados inexplorados de África.

Estes modelos, explicou, oferecem um tempo de voo até 10 horas, uma velocidade máxima de até 200 km/hora, uma capacidade para transportar Euro paletes (dimensões europeias padronizadas EUR-pallet) e para descolar e aterrar de modo totalmente autónomo. Esse memorando prevê a compra de mais dez unidades Lucas F-250 em 2019 e a consagração da Astral Aviation enquanto operadora exclusiva do drone Lucas F-250 no Quénia.

Astral Aviation pretende desenvolver «porto de drones»

«Há muitos problemas em África quando se trata de entrega de cargas, incluindo vacinas para hospitais, livros para escolas e alimentos para áreas remotas», esclareceu Gadhia. «Em alguns casos, pode levar três semanas para as escolas receberem livros e até duas semanas para conseguir comida para certas comunidades», acrescentou. Está, assim, identificada a oportunidade para introduzir drones nas operações de carga do continente africano.

«A utilização de drones de carga é mais operacional e económica do que a utilização de aviões de asa fixa em África», concluiu. «Planeamos montar uma academia de treino e um corredor de drones para testar a frota, bem como desenvolver um porto de drones, que requer significativamente menos espaço do que os aeroportos convencionais», explicou.



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