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Ausência de planeamento «robusto» é causa do «pára-arranca» dos projectos ferroviários

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Pedro Nuno SantosEm artigo publicado no site oficial da ADFERSIT, Pedro Nuno Santos, Ministro das Infra-estruturas, analisou a utilidade do Plano Ferroviário Nacional (apresentado no passado dia 19 de Abril), vincando que esta ferramenta – que se quer estruturante a duradoura – deverá «dar estabilidade ao planeamento de investimentos que, como sabemos, raramente têm valores inferiores a centenas de milhões de euros».

«Para que precisa o país de um Plano Ferroviário Nacional? Irei explorar apenas duas importantes razões. A primeira razão é dar resposta a uma vontade crescente no país de colocar o comboio no centro das prioridades», começou por expor Pedro Nuno Santos. «Alguns darão mais ênfase ao transporte de passageiros nas grandes cidades, outros às ligações ao interior, enquanto outros, ainda, chamarão a atenção para o transporte internacional de mercadorias. O Plano Ferroviário Nacional deverá ser capaz de acomodar todo o espectro de preocupações», argumentou o líder da pasta das Infra-estruturas.

«Planeamento robusto» é crucial para estabilidade e concretização

Para o governante, «a ausência de um planeamento robusto é talvez a maior causa do constante ‘pára-arranca’» de «inúmeros projectos, que são contestados a cada oportunidade, sobre os quais são permanentemente exigidos mais estudos sobre o que já foi estudado à exaustão. Isto faz com que investimentos essenciais para o país sejam sucessivamente adiados, suspensos e repensados, com enormes prejuízos», apontou.

«O facto de Portugal ter hoje, reconhecidamente, uma das melhores redes de estradas da Europa não é alheio ao sucesso do Plano Rodoviário Nacional. A minha expectativa é que dotar o país de um Plano Ferroviário Nacional possa trazer resultados análogos para o caminho-de-ferro. Ainda que nos falte muito para termos uma das melhores redes ferroviárias da Europa, é certamente nessa direcção que quereremos caminhar», atirou.

«É claro que não basta um Plano Ferroviário Nacional para inverter décadas de prioridade à rodovia em detrimento da ferrovia. Mas a existência de um plano para o longo prazo é, sem dúvida, uma necessidade para que isso possa acontecer», vincou o Ministro das Infra-estruturas.

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