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Auto-estradas ferroviárias deixaram de transportar viaturas e peças; 90% do tráfego é hortícola

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As auto-estradas ferroviárias ultrapassam actualmente uma verdadeira revolução no que toca à tipologia dos seus tráfegos durante a crise pandémica.

Metade do volume de actividade desapareceu, especialmente no que se refere ao transporte de viaturas e inerentes componentes, um tipo de carga fortemente associado ao transporte ferroviário. Roupa, artigos desportivos e móveis também desceram abruptamente.

Em sentido contrário, o transporte ferroviário denotou, nesta fase pandémica, um aumento exponencial na movimentação de bens refrigerados: no topo estão as frutas e legumes, representando já cerca de 90% de todo o transporte ferroviário de mercadorias. Os restantes 10% reportam ao transporte de material médico e hospitalar e também medicamentos.

Auto-estradas ferroviárias passam por transformação durante a pandemia

Os dados são da VIIA, subsidiária da operadora pública francesa SNCF que opera cinco ligações na Europa – uma delas é executada em parceria com a espanhola Primafrio (através da empresa Primavia), que se foca na exportação de produtos hortícolas para o centro do velho continente.

«O transporte refrigerado duplicou e agora representa quase metade do nosso volume de negócios. O transporte de produtos químicos também aumentou», declarou o presidente da VIIA, Thierry Le Guilloux, ao reagir às alterações provocadas pela pandemia.

O transporte refrigerado e de produtos químicos, que constitui a maior parte dos volumes movimentados pela operadora francesa SNCF, permitiram aos transportadores rodoviários a continuação das suas operações. «Leva dez dias para uma transportadora que sai do sul da Espanha entregar sua mercadoria ao norte da Europa. Se não houver lugares para parar e comer, torna-se muito difícil convencer os motoristas a percorrer longas distâncias. O papel do comboio nestas viagens é cada vez mais relevante para os transportadores rodoviários», explicou Guilloux.

O transporte combinado tem assim assumido uma grande e importante parte do esforço logístico nestes tempos de pandemia. No caso da empresa estatal francesa, a actividade diminuiu -20% devido ao COVID-19 e às políticas de isolamento aplicadas pelos governos.

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