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Banco Africano de Desenvolvimento recomenda expansão de infra-estruturas portuárias

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O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) deixou uma recomendação destinada aos países africanos costeiros, entre eles os de língua oficial portuguesa: a expansão de infra-estruturas portuárias será uma pertinente e sustentável forma de melhorar a integração no continente.

Esta recomendação está patente no dossier ‘A integração como via para a prosperidade económica em África’, no contexto do recente relatório ‘Perspectivas económicas em África 2019’, que elenca um rol de respostas políticas para maximizar os benefícios da integração regional e mitigar os potenciais riscos, para cada tipo de economias.

Banco Africano de Desenvolvimento recomenda expansão das instalações portuárias

As economias costeiras, refere, devem «expandir as instalações portuárias, incluindo o armazenamento e a administração aduaneira, bem como melhorar a eficiência da movimentação de tráfego de embarcações e do carregamento e descarregamento de contentores», cita o portal de informação ‘Macauhub’.

O relatório adianta que o custo das instalações portuárias africanas está estimado em 40% acima do padrão mundial, denotando estas também tempos de permanência dos contentores mais elevados, atrasos na libertação do tráfego de embarcações, processos de documentação extensivos e poucos contentores por grua e por hora.

BAD insta ao incremento da velocidade e fiabilidade das redes terrestres

Outra recomendação do BAD é «aumentar a velocidade e a fiabilidade das redes ferroviárias e rodoviárias, ao reduzir o congestionamento e os atrasos nos pontos de controlo e os desvios de camiões e material circulante para reparação».

Os países costeiros, prossegue a instituição, devem ainda «fomentar melhores convenções e instrumentos além das negociações multilaterais estagnadas para facilitar o comércio de trânsito” e colocar mais ênfase nos bens públicos regionais, «algo fácil de entender devido aos benefícios para todos os países, especialmente, os países de baixo rendimento».

Continente deve «abrir os céus» à concorrência

As recomendações do BAD incluem ainda fomentar bolsas de energia eléctrica de forma a explorar o enorme potencial do comércio de energia eléctrica transfronteiriço e «abrir os céus» à concorrência, «como acontece com Moçambique, que se abriu, recentemente, a transportadoras estrangeiras».

O Mercado Único do Transporte Aéreo Africano da União Africana, lançado em Janeiro de 2009, foi já assinado por 22 países, com 75% de transporte aéreo entre países africanos.

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