Bancos passarão a ter em conta emissões poluentes na hora de dar crédito às companhias marítimas

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Pela primeira vez, os bancos passarão a incluir na equação de concessão de crédito às companhias marítimas os esforços destas com vista à redução das suas emissões poluentes. Na origem deste passo está a iniciativa internacional ‘Princípios de Poseidon’, que já reuniu o apoio de onze grandes referências bancárias internacionais. A iniciativa surge a menos de 6 meses da entrada em vigor da nova regulamentação ambiental da IMO.

‘Princípios de Poseidon’ prometem transformar atribuição de crédito aos armadores

Em colaboração com organizações como o Fórum Marítimo Global, o Rocky Mountain Institute e o Instituto de Energia UCL da Universidade de Londres, onze grandes bancos globais têm vindo a estabelecer um quadro para medir e avaliar a intensidade da pegada de carbono das carteiras de financiamento do sector do transporte marítimo – os ‘Princípios de Poseidon’ fixam uma base comum de avaliação de empréstimos que determinará se os empréstimos equacionados se encontram ou não em conformidade com as metas climáticas adoptadas pela IMO.

Bancos integrantes pesam 100 mil milhões em financiamento

Assim, a pertinência dos planos (a médio e longo prazo) de redução das emissões, o investimento destinado a mitigar os efeitos da poluição marítima e os resultados objectivamente obtidos por tais políticas, passarão a ser determinantes na hora da atribuição de crédito. Os onze bancos que já aderiram ao projecto representam, actualmente, cerca de um quinto da carteira de financiamento total de transporte marítimo mundial. Tal porção significa, aproximadamente, 100.000 milhões de dólares.

A iniciativa foi apoiada por entidades bancárias como o Citi Bank, Societe Generale, DNB, ABN Amro, Amsterdam Trade Bank, Credit Agricole CIB, Danish Ship Finance, Danske Bank, DVB, ING e Nordea. Espera-se que outros bancos se juntem a estes onze num futuro próximo, incluindo os grandes bancos asiáticos. Os princípios que têm vindo a ser alinhavados «não servirão apenas para melhorar a tomada de decisões dos bancos, mas
também moldarão um futuro melhor para a indústria naval e para a nossa sociedade», afirmou Michael Parker.

«Enquanto bancos que somos, reconhecemos que o nosso papel na indústria naval permite-nos promover uma gestão ambiental responsável em toda a cadeia de valor marítima global», comentou, a propósito deste passo, o responsável pela divisão de Transporte Marítimo e Logística do Citi Bank e presidente do comité responsável pela elaboração dos ‘Princípios Poseidon’. 

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