Barómetro DHL: crescimento do comércio global «vai continuar a perder força»

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De acordo com a última previsão para três meses do Barómetro do Comércio Global da DHL (GTB, pela sua sigla em inglês), o crescimento do comércio vai continuar a perder força.

O índice de crescimento geral diminuiu 4 pontos em comparação com a última actualização, em Dezembro. Contudo, com uma pontuação de 56 pontos em Março, o índice ainda indica um ligeiro crescimento, embora se aproxime cada vez mais do limiar dos 50 pontos, o que marca a linha entre o crescimento positivo e negativo da metodologia do GTB.

Nenhum dos países analisados mantém um índice geral de 60 pontos ou mais, com uma perspectiva de desaceleração para quase todos os países. Os únicos países que actualmente resistem à tendência de queda são a Alemanha e o Reino Unido.

Análise macroeconómica do Comércio Global

Lançado em Janeiro de 2018, o Barómetro de Comércio Global da DHL é um indicador inovador e exclusivo sobre o estado actual e o desenvolvimento do futuro do comércio global, baseado em grandes quantidades de dados de logística, avaliados com recurso à inteligência artificial.

Com o objectivo de tornar estes dados acessíveis à investigação académica e aumentar o valor macroeconómico do indicador, a DHL estabeleceu recentemente uma cooperação de pesquisa com Eswar S. Prasad, professor de Política Comercial e Economia na Cornell University em Ithaca, Nova Iorque, EUA.

«O Barómetro de Comércio Global da DHL mostra um cenário positivo, mas enfraquecido, do crescimento do comércio global. Esta conclusão é consistente com a desaceleração do ritmo de crescimento nas principais economias mundiais desenvolvidas e emergentes», comentou Eswar S. Pradad.

«Os fluxos globais de comércio também estão a ser afectados pelas tensões comerciais e actuais incertezas geopolíticas, que por sua vez desestabilizaram a confiança das empresas e dos consumidores. Estes desenvolvimentos podem afectar negativamente a procura do consumidor no que se refere a bens de longa duração e a investimentos em capital físico, bem como levar a uma reavaliação da estrutura das cadeias de fornecimento internacionais. Todos estes factores – que se reflectem nos índices gerais, nacionais e sectoriais do Barómetro de Comércio Global – juntam-se a uma perspectiva positiva a curto prazo, que tem vindo a decrescer, e acarretam o risco de deterioração do comércio mundial», completou.

Declínio generalizado das perspectivas de comércio

A perspectiva média global mais fraca é impulsionada por taxas de crescimento reduzidas no comércio aéreo e marítimo. O valor do índice global para o comércio aéreo diminuiu 4 pontos, para 55 pontos. A taxa de crescimento do comércio marítimo global diminuiu de 5 pontos, para 56 pontos.

A desaceleração geral do crescimento esperado do comércio também se reflecte nas pontuações específicas do país: apenas os índices comerciais gerais da Alemanha e do Reino Unido melhoraram ligeiramente, em 2 pontos. As pontuações dos restantes cinco países analisados diminuíram.

Resistência à guerra comercial e Brexit

Independentemente das discussões em curso no Brexit, juntamente com o receio de uma potencial recessão, as perspectivas para o crescimento do comércio britânico permanecem positivas a um nível de 54 pontos (+2) indicando, pelo menos, o crescimento fraco, mas sem declínio no comércio internacional.

No entanto, prevê-se que esse desenvolvimento seja impulsionado pelo reabastecimento de bens no período que antecede o Brexit. Também o índice de comércio da Alemanha melhorou em 2 pontos, para 53 pontos. O crescimento moderado previsto para a Alemanha baseia-se principalmente na previsão das exportações alemãs de carga aérea, que aumentaram 9 pontos. Esta tendência é mais provável devido ao crescente comércio transatlântico.

Apesar das tensões comerciais entre os EUA e a China, as perspectivas para o comércio chinês diminuíram apenas em -1, para 56 pontos, indicando um pequeno crescimento do comércio, sem recessão. Os EUA, no entanto, apresentam um declínio de -5, para 55 pontos, ficando em pé de igualdade com a China em termos de crescimento comercial previsto para os próximos três meses.

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