Como será a adaptação dos transitários à digitalização? História mostra poder de adaptação

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Várias têm sido as leituras de que o progresso imparável do fenómeno da digitalização no contexto logístico terá um impacto definitivo e derradeiro sobre os transitários e agentes de carga, qual ameaça vinda do futuro, capaz de tornar obsoleto o tradicional modus operandi dos mesmos –  este prisma, aceite pela generalidade dos analistas, começa agora a ser contestado.



Na visão do director-geral da Associação Internacional do Frete Britânico (sigla BIFA, em inglês), Robert Keen, os novos disruptores digitais não irão abalar os transitários mais que o advento dos caminhos-de-ferro, ocorrido no século XIX, minimizando o impacto das consequências negativas para o sector dos transitários. Para Robert Keen, as leituras que antecipam o esvaziamento da função dos transitários por via da digitalização são apenas «manobras de relações públicas».

Transitários serão obsoletos? Não, diz Robert Keen. «Basta olhar para a história…»

Para o director-geral da BIFA, não existem razões para alarmes, já que o processo contínuo de adaptação tratará de manter à tona os despachantes, transitários e agentes de carga: «Existe a ideia de que, se os transitários não se adaptarem, morrerão – mas basta olhar para a história do sector, que sempre se adaptou», comentou ao portal britânico ‘Loadstar’, exemplificando: «Um transitário que conheço – empresa familiar – tem uma carta do avô proclamando o fim da empresa com a chegada do comboio no século XIX…essa empresa ainda existe».

«Continuamos a ouvir as inferências das empresas sobre como a presença delas no sector levará à morte dos agentes de carga tradicionais. Isso é lixo. Temos fortes  evidências empíricas mostrando o que os nossos membros estão a fazer e o surgimento de novas empresas», afirmou Keen, que se mostrou ainda «irritado» por ouvir, repetidamente, a teoria, pregada pelos prestadores de software, de que os seus programas e plataformas aniquilam os transitários, quando, na verdade, estes já os incorporaram no seu quotidiano.

Com contundência, Robert Keen garantiu que os transitários são «incrivelmente adaptáveis» e que, portanto, não terá dificuldades em abraçar as novas modalidades funcionais propaladas pela digitalização. «Uma empresa que visitei esta semana está a desenvolver comunicações electrónicas e as suas próprias soluções», disse, afiançando que muitos dos membros da BIFA não contratam apenas transitários mas também profissionais da área digital.

Transitários britânicos trabalham com a FIATA para desenvolver «solução global»

Robert Keen abordou ainda a ascensão da retalhista digital e os desafios que esse novo domínio traz para o tabuleiro do jogo logístico – «Há uma grande mudança no horizonte, embora eu ache que seja mais lenta do que o previsto, e as empresas estão a avaliar de que forma irão reagir», garantiu. «Da nossa parte, estamos a trabalhar com a FIATA no desenvolvimento de uma solução global para todo o sector no processo de digitalização», revelou.



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