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Boston Consulting: na Europa, Portugal fica em antepenúltimo no desempenho da ferrovia

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A consultora Boston Consulting afere, recorrendo ao RPI (Railway Performance Index) o desempenho dos sistemas ferroviários nacionais, e 2018 não trouxe boas notícias para Portugal: a empresa norte-americana afundou o nosso país no ranking europeu, deixando-o na antepenúltima posição, apenas acima da Roménia e da Bulgária.



O indicador RPI tem três prismas de avaliação: a utilização, de cargas e pessoas, da rede ferroviária, a qualidade do serviço prestado (pontualidade e preço) e a segurança (número de acidentes). Somados estes padrões, Portugal amealhou somente 1,5 pontos, um registo pobre face à média, de 4,8 pontos, verificada na Europa. No topo da lista ficaram países como a Suíça (7,2), Dinamarca (6,8) e Finlândia (6,6).

Segurança e utilização da infra-estrutura deixam Portugal no fundo do ranking

Vamos agora por partes: Portugal obteve um respeitável 1,4  no que toca à qualidade do serviço, ficando pertíssimo da média europeia, de 1,5. Os calcanhares de Aquiles lusos são a segurança e a utilização da infra-estrutura, que relegam Portugal para os lugares mais baixos da tabela: a diminuta utilização da via férrea chega mesmo a ser o pior desempenho dos três padrões de avaliação.

Boston Consulting deixa avisos para os países com ‘más notas’

A avaliação faz uma correlação entre o pobre desempenho luso e a falta de investimento público na infra-estrutura ferroviária. «Reguladores e governos, em países com uma tendência descendente no desempenho, devem considerar rever os investimentos planeados nos seus sistemas e decidir se os orçamentos devem ser aumentados», sugere o documento da Boston Consulting.

Considera ainda o documento da consultora americana que existe diferença entre a atribuição de auxílios públicos à ferrovia: explica a Boston Consulting que o investimento directo tem maior impacto na performance do sistema se for concedido aos vários operadores ferroviários. E deixa um sério alerta aos países com avaliações ligeiramente negativas: «Pode demorar vários anos até os declínios se tornarem claramente visíveis, por isso é altura de tomar medidas para reverter esses declínios a fim de assegurar que os clientes da ferrovia não sofram o seu impacto».

IP admite ser «reconhecida a necessidade de investimento»

Este mau desempenho não é novidade: já em 2012 e 2015 Portugal surgiu no penúltimo lugar do RPI, acentuando as avaliações magras no que à performance da ferrovia diz respeito. Ao jornal ‘Público’, a Infra-estruturas de Portugal reagiu, comentando que «é reconhecida a necessidade de investimento na melhoria do sistema ferroviário nacional», existindo, para tal, «o Ferrovia 2020, que constitui o maior plano de investimentos das últimas décadas na modernização da rede ferroviária nacional».



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