Bruno Oliveira: Ford Trucks Portugal aposta em «equipa de elite» para fazer jus ao lema «Sharing the Load»

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A Ford Trucks chegou ontem a Portugal, com pompa, circunstância e um camião reconhecido como o modelo internacional do ano, o Ford F-MAX, que nas terras gélidas da Rússia logrou também ser titulado como o melhor camião do país em 2019. Durante a inauguração da marca e das novas instalações, em Alverca do Ribatejo, a Revista Cargo sentou-se à mesa com Bruno Oliveira, director-geral da empresa, para conhecer, não só os cantos à nova casa, como ao projecto delineado para a penetração no mercado português, vinte anos depois da última pegada dos camiões Ford em solo luso.

REVISTA CARGO: Quão simbólica e marcante é esta entrada da Ford Trucks em Portugal?

BRUNO OLIVEIRA: «Para nós é extremamente importante e desafiante arrancar com uma marca que teve o legado que a Ford teve há 20 anos atrás, toda a gente conhece e se recorda da Ford Cargo. A Ford é uma imagem de marca muito forte no nosso país, o que aumenta a nossa responsabilidade de fazer um bom trabalho com a marca. Por outro lado, será extremamente divertido no nosso mercado, porque, repare: há 30 anos que não chega operador nenhum de uma marca nova no nosso mercado. São sempre os mesmos players. Agora entra uma marca nova, que vai entrar com força, com humildade, consciente de que – e isso é um dos pontos que a Ford Trucks tem presente – o mercado português é extremamente competitivo e competente. Todas as outras marcas implementadas em Portugal estão muito bem consolidadas. Portanto, para entrarmos, terá de ser da melhor forma possível», introduziu Bruno Oliveira.

Como se estruturará a estratégia da Ford Trucks nesta fase inicial?

«Vamos entrar de uma forma humilde, sustentada, e com muito profissionalismo, porque a nossa a maneira de estar é: ‘ou fazemos bem, ou não fazemos’. É um grande desafio, sem dúvida. Repare: trata-se de uma marca completamente nova. Certo, temos o nome, a imagem de marca e o suporte da marca junto de nós, temos também um excelente produto (não esquecer que temos o camião internacional do ano). Temos tecnologia, temos as pessoas da Ford directamente connosco, falamos directamente com a Ford e com a fábrica – isso é um enorme suporte para nós e aumenta também o peso do nosso desafio. Vamos estar presentes activamente. Outro ponto, que na minha opinião é muito importante, é o facto de arrancarmos com uma equipa extremamente experiente, investimos muito na equipa inicial, na qual não há nenhum profissional que tenha menos de 20 anos de experiência na área dos pesados, o que não é fácil neste mercado».

Qual considera ser o grande trunfo da Ford Trucks Portugal para o desafio de penetrar no mercado luso?

«Acho curioso os jornalistas normalmente perguntarem: ‘Qual é o investimento em milhões de euros?’ mas raramente nos perguntam quanto investimento em pessoas. E muitas vezes isso faz mais vezes a diferença do que simplesmente a quantia investida em determinado projecto. Você pode ter um excelente carro, mas, se o condutor não trabalhar, garanto-lhe que o carro não irá fazer nada sozinho. Obviamente que precisamos de hardware, vamos arrancar com um hardware forte (como podem ver pelas nossas novas instalações), criar uma rede estruturada distribuída pelo país, mas, independentemente disso, temos de ter cá a equipa de elite, e a minha equipa, estou certo, é de elite».

A coroação do F-MAX com o título de ‘Camião do Ano’ gerou o timing perfeito para este passo?

«Costuma-se dizer que só há ventos favoráveis para quem tem rumo – quem não tem rumo não goza de ventos favoráveis. Estamos, sem dúvida, a aproveitar esse balanço. É um grande orgulho para nós termos o F-MAX como camião internacional do ano; não menos importante: a semana passada, o mesmo modelo ganhou o prémio de melhor camião da Rússia. Estamos a falar de um camião devidamente testado para trabalhar em temperaturas muito baixas, em cenários duros».

A proximidade aos clientes será o pilar da actuação da marca?

«Sem dúvida que a Ford Trucks estará cá, em Portugal, muito junto dos seus clientes: a Ford tem um slogan que diz Sharing the Load [partilhando a carga] e nós queremos partilhar isso em conjunto. Vamos estar fortes, mas, como a cabeça em cima dos ombros, não fazendo loucuras, mas sim procurando a sustentabilidade, procurando o nosso espaço. Em Portugal temos concorrentes extremamente bem preparados e com muitos anos de experiência no mercado europeu e no nosso mercado também. Sou engenheiro de formação, e, cedo aprendemos que toda a acção tem uma reacção, com a mesma força – é isso que eu espero. Vamos entrar fortes e espero que o mercado responda da mesma forma. Quando digo ‘estar forte’ não me refiro a milhões de euros, mas sim na proximidade aos nossos clientes com a nossa equipa de elite, feita de profissionais conhecedores do mercado – seremos costumer-friendly.

Pode revelar-nos os planos de expansão para os próximos tempos?

«Estamos a trabalhar, simultaneamente, o software e o hardware. A nível de hardware, iremos, até 2020, aumentar a nossa rede de distribuição – vamos estar presentes no retalho – em Leiria, Porto e Faro. Em 2021: Viseu. Assim já ficamos com parte do nosso país coberto. Um dos nossos objectivos é estarmos muito próximos dos nossos clientes, lá está: Sharing the Load. Vamo-nos distribuir pelo país – em 2021 teremos todos estes pontos a funcionar», finalizou Bruno Oliveira.

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