Bruxelas diz que ligações marítimas e ferroviárias são «insuficientes» e incita Portugal a investir mais

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«Insuficientes ligações marítimas e ferroviárias» e «disparidades regionais»: este é o veredicto taxativo da Comissão Europeia sobre a conectividade de Portugal e o actual estado do país no que toca ao sector dos Transportes. Daí a recomendação do organismo ir no sentido de uma necessidade de maior investimento, tanto na área dos Transportes e como também na Inovação.

Portugal deve «focar-se numa política de investimento em inovação»

As recomendações da Comissão Europeia, divulgadas no âmbito do semestre europeu, aconselham Portugal a «focar-se numa política económica de investimento em pesquisa e inovação, transporte ferroviário e infra-estrutura portuária». Bruxelas argumenta que «as insuficientes ligações marítimas e ferroviárias criam barreiras às empresas exportadoras», não permitindo o benefício «na plenitude do potencial do mercado único» europeu e criando o ambiente ideal para a normalização de «disparidades regionais».

Ferrovia: Bruxelas aponta necessidade de um «plano ibérico abrangente»

Ao analisar a ferrovia portuguesa, a Comissão Europeia apontou o dedo à «sub-utilização das conexões com Espanha», aconselhando Portugal a abraçar um «plano ibérico abrangente». No contexto marítimo, o executivo comunitário propõe investimentos nos novos terminais de contentores em Sines (no porto alentejano discute-se a ampliação do Terminal XXI e a edificação de um novo) e no Barreiro e na conclusão dos projectos de investimento em curso noutros portos portugueses (nomeadamente nos portos de Viana do Castelo, Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Setúbal).

Sustentabilidade ambiental também na lista das recomendações

No rol de recomendações, a Comissão Europeia sugere ainda que Portugal aposte seriamente na «energia de baixo carbono» e na «ampliação das interconexões de energia», argumentando que «investimentos que visem a eficiência dos recursos e a adaptação climática ajudam a alcançar um crescimento sustentável a longo prazo». Neste sentido, o próximo quadro comunitário, frisou Bruxelas, «poderá servir para colmatar algumas lacunas identificadas», possibilitando «um melhor uso desses fundos em relação aos sectores identificados».

Com Lusa

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