Projecto C-Roads terá apoio de Bruxelas: veículos autónomos serão uma realidade em Portugal já em 2019

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A partir 2019 o tráfego de veículos autónomos em Portugal não mais será uma fantasia: o país planeia investir 8,35 milhões de euros até fins de 2020 com o objectivo de colocar os veículos em comunicação constante entre si e com a infra-estrutura nas estradas portuguesas, acabando, até 2050, com os acidentes de viação e reduzindo significativamente as emissões de CO2. O projecto C-Roads contará com o apoio financeira da União Europeia.



C-Roads apostado em reduzir emissões de CO2 e pôr fim às mortes nas estradas

Financiado em 50% por Bruxelas, o projecto de estradas inteligentes C-Roads será implementado em cerca de mil quilómetros do sistema de estradas português, com o propósito de colocar um ponto final no elevado índice de acidentes fatais, reduzir as emissões poluentes do transporte rodoviário assim como as filas de trânsito que entopem os acessos e contribuem igualmente para aumentar a factura ambiental.

«Mais de 90% dos acidentes devem-se a erro humano e a infraestrutura deve minimizar as consequências desses erros. Temos de apostar numa nova geração de estradas e reduzir, tendencialmente, para zero as mortes em 2050», explicou, ao Jornal de Notícias, Ana Tomaz, directora do departamento de Segurança Rodo-ferroviária da Infra-estruturas de Portugal, organismo que apresentou hoje os pormenores do projecto na Conferência Internacional sobre Segurança Rodoviária, em Almada.

C-Roads: uma iniciativa que idealiza os conceitos de ‘estrada inteligente’ e ‘condução conectada’

 O C-Roads envolve Portugal numa iniciativa de sustentabilidade à qual se ligaram mais 16 países. A idealização de uma ‘estrada inteligente’ é hoje cada vez mais essencial para desenhar o quadro rodoviário do futuro: uma nova gama de automóveis e camiões dotados de tecnologias de condução autónoma e conectada para se melhor adaptarem às exigências dos utilizadores – tanto na estrada como fora dela. Os cinco testes-piloto serão efectuados nas auto-estradas lusas, itinerários complementares, estradas nacionais e vias urbanas.

«Haverá 212 equipamentos colocados ao lado da estrada para fazer a comunicação, mais 180 equipamentos instalados a bordo de 150 veículos», desvendou Ana Tomaz, adiantando ainda que os testes iniciais deverão arrancar já em 2019. Entre as prioridades da iniciativa está a interacção (digital) que se deve desenvolver entre o condutor e a infra-estrutura que o rodeia e que enquadra o fenómeno do transporte rodoviário, tanto de passageiros como de mercadorias.

Assim, numa primeira fase, serão emitidos alertas para as diferentes marchas e condições do veículo (parado ou em marcha lenta), avisos sobre situações imprevistas (como engarrafamento e obras), além de informações sobre o clima (precipitação forte e nevoeiro, por exemplo). Numa segunda fase, arrancarão os testes em estrada, em 460 quilómetros da rede de estradas nacional.

Na terceira fase serão testados carros autónomos e conectados dos níveis 2 e 3, dotados de sistemas automáticos de auxílio à condução mas que ainda exigem a atenção do condutor. A derradeira fase terá como propósito a adaptação de novas soluções de mobilidade nas vias das cidades de Lisboa e Porto – de que serão exemplo a disponibilidade de lugares de estacionamento ou a supervisão do tráfego.



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