Camiões movidos a hidrogénio são aposta da Califórnia para atacar índices de poluição

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A apologia do hidrogénio enquanto fonte energética capaz de colocar em movimento os pesados de mercadorias é cada vez mais uma prática mais recorrente. Ainda que o desenvolvimento desta alternativa esteja numa fase embrionária, tal não impede empresas como a Toyota Motor Corp. e a startup Nikola Motor de perseguirem tal objectivo, rumo a um futuro pautado pelas famigeradas ‘zero emissões’ nos seus modelos.



Hidrogénio é a solução para a poluída Califórnia

De acordo com o California Hydrogen Business Council, a aposta nos camiões movidos a hidrogénio é a melhor solução para que o Estado da Califórnia atinja a redução definida em termos de emissões poluentes, no contexto do seu programa de sustentabilidade ambiental. «A indústria está a testar a tecnologia, a estabelecer a infra-estrutura e a trabalhar o modelo de negócio para torná-lo o mais económico possível, para construir e operar estes camiões», comentou Cory Shumaker, membro do conselho.

Toyota com novo protótipo para transporte de cargas

No início deste mês, a Toyota revelou que havia finalizado a construção um segundo protótipo de camião que utilizará células de combustível de veículos de passageiros para transportar cargas no sul da Califórnia. O camião é mais leve que o seu antecessor (de 2017) e poderá viajar 50% mais (cerca de 300 milhas) antes de precisar ser reabastecido, anunciou a construtora. Em Maio, a produtora de cerveja Anheuser-Busch informou que planeia comprar 800 camiões da Nikola – este será o maior acordo do tipo alguma vez registado.

Barreiras ainda são várias

As células de combustível movidas a hidrogénio emitem vapor de água e debitam um rápido reabastecimento, longas distâncias e um bom desempenho sob ciclos exigentes de condução, essencial para os pesados de mercadorias, defende a California Hydrogen Business Council. Mas a tecnologia enfrenta barreiras que atrasarão a sua célere implementação: o financiamento e a edificação de infra-estruturas são duas preocupações primordiais, defendem.

Pelo menos mais dois anos de testes e investimentos significativos serão necessários antes que a produção em massa deste tipo de camiões possa ocorrer, explicou Brian Lindgren, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Kenworth Truck, do universo Paccar, durante a realização de um workshop sobre o tema, em Abril passado.



Photo: Nikola

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