Carga e passageiros em terra: Aeroporto Internacional de Hong Kong vive dias de disrupção

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Os tumultos e protestos dos cidadãos chineses continuam a perturbar gravemente as operações no maior aeroporto de tráfego de mercadorias do mundo: o Aeroporto Internacional de Hong Kong – que foi, em 2017 e 2018, a infra-estrutura aeroportuária que maiores volumes de carga movimentou em todo o mundo – encontra-se, pelo segundo dia consecutivo, a braços com sucessivos cancelamentos de voos que têm deixado milhões de passageiros em terra e várias toneladas de carga paradas.

Líder mundial da carga aérea…limitado a terra

Pilar da carga aérea mundial, o Aeroporto Internacional de Hong Kong movimentou 5,1 milhões de toneladas métricas de carga em 2018, um de aumento de 1,4% em relação a 2017, ano em que também foi coroado o hub de carga aérea mais movimentado do mundo, de acordo com dados do organismo Airports Council International. Ora, com um volume tão alto de tráfego, qualquer interrupção nos voos pode criar atrasos significativos para os passageiros, bem como para os envios de frete aéreo na Ásia e em todo o mundo.

É precisamente isso que está a acontecer: disrupção no transporte de passageiros, e, por arrastamento, disrupção no transporte de uma importante porção de mercadorias, que usualmente é carregada na barriga dos aviões (de passageiros). Ainda assim, as partidas do aeroporto chinês continuem pontuais para voos de cargueiros – quanto tempo esta situação se manterá, ainda não é sabido. O aeroporto suspendeu todos os checkins nesta Terça-feira e avisou que as operações do aeroporto «foram seriamente interrompidas» pelo segundo dia consecutivo.

Na origem dos protestos está a reacção dos cidadãos chineses à apresentação de uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental. A pressão criada pela insatisfação da população fez com que a proposta fosse suspensa, mas a avalanche de descontentamento disseminou-se: os chineses exigem agora medidas para a implementação do sufrágio universal no território e a demissão da actual chefe do Governo.

De acordo com o jornal americano ‘Wall Street Journal’, milhares de manifestantes participaram no protesto da passada Sexta-feira, nos corredores de chegada e partida do aeroporto, tendo o protesto se arrastado até ao dia de hoje. 

Photo AutorBaycrest – Wikipedia user – CC-BY-SA-2.5 / Baycrest – 維基百科用戶 – CC-BY-SA-2.5

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