Carla Olival (WISTA Portugal): «Sem tonelagem não temos voz a nível internacional»

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O 3º Encontro Anual da EISAP arrancou no passado dia 14 de Maio, com o erguer do pano a pertencer à WISTA Portugal: a organização, criada em 2018 e apresentada pela primeira vez durante o evento Portugal Shipping Week (decorrido no passado mês de Setembro), voltou à ribalta do Shipping para reflectir sobre a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no transporte marítimo.

ENIDH foi palco do WISTA Atlantic Forum

O WISTA Atlantic Forum, decorrido sob o mote ‘O Papel da Mulher na Indústria Marítima’, reuniu personalidades como Lídia Sequeira (presidente do Conselho de Administração dos portos de Setúbal e Lisboa), Rúben Eiras (director-geral da DGPM), Olga Delgado (docente na ENIDH), Susana Baptista (sub-directora-geral da DGRM) e Cristina Lança (especialista jurídica). O discurso de abertura pertenceu a Carla Olival, presidente da WISTA Portugal – a Revista Cargo traz-lhe até si os pontos altos da mensagem da jovem líder da associação em Portugal.

«A WISTA Portugal é, ainda, um projecto jovem. Porém, aqui estamos, na ENIDH, a escola mais antiga do mundo», introduziu Carla Olival, perante um auditório bem composto. O tema, que abriu os trabalhos do 3º Encontro Anual da EISAP, incidiu sobre «o papel das mulheres na indústria marítima – e de forma poderemos «tornar Portugal uma nação marítima líder», explicou. «Acredito que o papel das mulheres nesta indústria é muito fácil de definir: simplesmente, o mesmo papel que o dos homens. Dêem-nos igualdade que nós garantiremos o resto», vincou Carla Olival.

«Não seremos competitivos se ficarmos presos no passado»

Lembrando que a EISAP «representa actualmente mais de 90% da tonelagem registada em Portugal», a presidente da WISTA Portugal foi taxativa ao classificar a desigualdade no Shipping como areia na engrenagem do desenvolvimento global do sector: «Não seremos competitivos, não seremos uma verdadeira indústria naval nacional se ficarmos presos no passado», disse. «Olhem ao redor. Em todas as nações marítimas líderes, vemos mulheres em posições de responsabilidade e na gestão de empresas, tanto no sector público como no privado», reforçou.

Igualdade sim, mas sem artifícios legais – «Não precisamos de quotas garantidas, apenas que nos tratem como os homens. Por outro lado, devemos pedir mais responsabilidade», explicou, frisando que a «WISTA Portugal é uma boa ferramenta para alcançarmos estes objectivos» de «trazer mais mulheres para a indústria marítima: onshore e offshore». No seu discurso, a líder madeirense ainda elencou aspectos que poderão ser essenciais para o incremento da competitividade e atractividade do Shipping luso.

«Precisamos urgentemente de um quadro legislativo actual e significativo»

«Um ponto é claro e importante: para atrair mais armadores e gestores e tonelagem (atenção, sem tonelagem não temos voz a nível internacional) precisamos urgentemente de um quadro legislativo actual e significativo, que tem impreterivelmente que cobrir áreas como os registos e certificados electrónicos» e, também, «a lei dos guardas armados a bordo dos navios que arvoram a bandeira portuguesa».

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