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Carlos Martins: WestSea prevê acréscimo de 60% na facturação e criação de 120 postos de trabalho

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Carlos Martins, administrador da Martifer (da qual faz parte a WestSea), declarou que espera um acréscimo da facturação de 60%, juntamente com a criação de 120 postos de trabalho – tal será permitido pela dragagem do canal de acesso aos estaleiros de Viana do Castelo, ontem lançada.

O aumento de 60% na facturação chegará por via da reparação naval, frisou, durante o discurso ontem proferido durante a cerimónia de lançamento daquela empreitada, num investimento de 17,4 milhões de euros. Carlos Martins disse que, no ano de 2019, a empresa WestSea, sub-concessionária dos estaleiros, que contou com a presença do Ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

Dimensão do canal era condicionante; estaleiros podem agora crescer ainda mais

estaleiros VianaA empresa, ressalvou o administrador, «bateu o recorde de facturação, com 93,4 milhões de euros», mas a «dimensão do canal» de acesso aos estaleiros foi sempre um factor condicionante do crescimento das reparações navais, lembrou. «Muitos dos nossos clientes podiam trazer mais navios para reparar, mas estamos limitados à dimensão do canal. Os navios só conseguem sair em maré e, há muitos que podiam e que não vêm, porque não temos profundidade necessária», declarou Carlos Martins, mostrando-se agradado com o novo projecto.

«Este projecto vai potenciar e dar outra dimensão aos estaleiros de Viana do Castelo», assegurou Carlos Martins. Com 220 metros de comprimento e 45 metros de largura, o aprofundamento do canal de acesso aos estaleiros, «num investimento privado de 15 milhões de euros, que acontecerá, em simultâneo com as obras que vão ser realizadas pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), no porto de mar» vai permitir construir «navios com mais qualidade e tecnologicamente mais evoluídos».

Obra transformará «a estrutura do estaleiro», explicou Carlos Martins

A WestSea, frisou o administrador «já construiu 15 novos navios, a maioria para Mário Ferreira, e dois navios Navio Patrulha Oceânicos [NPO] para a Marinha» – recorde-se que a empresa opera desde 2014. O responsável adiantou que faltam criar 30 postos de trabalho para o grupo atingir a meta de 400 empregos, fixada em 2014. «Desde o início dissemos que queríamos criar 400 postos de trabalho e estamos em pleno emprego. Faltam 30 postos de trabalho para os 400, porque não conseguimos até agora reunir pessoas que pudessem vir. As inscrições estão abertas todos os dias, para que isso possa acontecer», declarou Carlos Martins. Além da criação de 120 novos postos de trabalho, Carlos Martins disse que a intervenção, hoje lançada e com prazo de execução de oito meses, possibilitará «separar, praticamente, os estaleiros numa área de construção e outra de reparação».

«Esta doca vai transformar completamente a estrutura do estaleiro. Estes estaleiros têm cerca de 60 anos e esta doca vai criar condições de produção mais confortáveis e fazer navios com mais qualidade e tecnologicamente mais evoluídos», declarou, enaltecendo a «estreita parceria» com os estaleiros da Galiza, e destacando que, durante a pandemia, os estaleiros de Viana do Castelo não pararam.

Com Lusa

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