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Carlos Pinheiro (UPS): “A Nova Revolução Global”

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A indústria da Logística e Transportes atravessa um período de transformação com um ritmo sem precedentes. Nunca como agora o futuro foi tão ditado pela velocidade da inovação tecnológica, e se é genericamente aceite que o mundo digital tomou conta da vida das pessoas e dos negócios, neste segmento económico a influência é evidente ao ponto de se tornar cada vez mais difícil prever quais as inovações que vão fazer a diferença a seguir.

Investir num fluxo orquestrado de operações progressivamente mais ágil, eficiente e com custos reduzidos é uma prioridade inequívoca, mas a resposta a processos como a globalização e a modificação dos comportamentos do consumidor alteraram radicalmente o ritmo do mercado, que se impõe cada vez mais exigente e competitivo, face às também crescentes expectativas do público.

Para conquistarem posições estratégicas de liderança e se manterem um passo à frente da concorrência, as empresas canalizam percentagens muito significativas dos seus lucros operacionais para antecipar tendências, que ao começarem a desenhar-se, revolucionam normas, práticas e ferramentas.



Na UPS, a tecnologia é motor de virtualmente todos os serviços e ações diárias, sendo do conhecimento público o investimento anual de mil milhões de dólares neste que é considerado o principal fator diferenciador à data.

E se há menos de um par de anos a inovação tecnológica passou pela introdução da robótica no armazéns da cadeia de fornecimento e da utilização de drones para entrega de pequenos volumes em localizações menos acessíveis aos modos de transporte ditos convencionais, hoje há todo um novo conjunto de desafios que merece um olhar atento do setor. São disso exemplo o e-commerce, os mais recentes formatos de rastreamento de cargas e as frotas ditas de nova geração.

A relação do e-commerce com os processos de entrega e de devolução de bens, tanto para clientes como para os próprios retalhistas e fornecedores do serviço de entregas, foi analisada no final de 2017 pelo “Pulse of the Online Shopper”, um estudo promovido pela UPS em associação com a ComScore. Sabe-se agora, que a tendência já não é o transporte das encomendas realizadas online mas o desenvolvimento de softwares e aplicativos que integram as plataformas de e-commerce, abrem margem à entrada de novos players de mercado e disponibilizam mais opções de entrega aos consumidores – individuais e corporativos.

Tal como o processo das compras sofreu uma revolução, também as devoluções estão a responder a procedimentos cada vez mais avançados e específicos. O UPS Returns®Manager, por exemplo, foi lançado como ferramenta online gratuita que permite, tanto ao cliente empresarial como ao particular, a personalização das devoluções de acordo com as especificidades das empresas que negoceiam com comércio electrónico. Desta forma, é possível fazer a gestão de devoluções sem a necessidade de adaptar os sistemas de tecnologia de informação.

Sabendo à partida que a gestão do processo de devoluções se estima entre os 10% e 15% do custo dos produtos vendidos e que todos os anos os compradores fazem a expedição de milhões de dólares em encomendas, um fluxo de retorno controlado e dito consumer-friendly (passível de ser acompanhado através de alertas enviados para o email ou telemóvel) representa uma reinvenção assinalável num desafio crítico.

Indissociável de toda esta cadeia de acções está o rastreamento e autenticação das encomendas. As mais recentes inovações permitem-nos acompanhar o status do nosso transporte em tempo real, com a sinalização de eventuais ocorrências e a disponibilização de rotas de entrega alternativas. Sem rastreamento, o consumidor não tem forma de saber quando ou se a encomenda será entregue, o que invariavelmente causa ansiedade, quebra de confiança no serviço e até situações de crise levadas às redes sociais, que prejudicam a reputação da empresa. Paralelamente, todas estas questões impactam a relação com o cliente, que procura no seu fornecedor de Logística e Transporte uma forma segura, transparente e sem restrições horárias, de receber ou enviar a sua encomenda.

A procura aparentemente inesgotável por flexibilidade estende-se, assim, até às frotas de escala global e à responsabilidade de empresas líder como é o caso da UPS. Os novos conceitos de mobilidade, intrinsecamente ligados a compromissos de conectividade, automação, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida, encontram nos veículos eléctricos uma ferramenta posta ao seu serviço.

tesla semi pepsicoA recente encomenda de 125 camiões elétricos da marca Tesla para a frota comercial da UPS é disto mesmo exemplo, ao complementar e propor um avanço ao compromisso geral da empresa de reduzir as emissões absolutas de gases com efeito de estufa das operações terrestres globais em 12% até 2025. Só é possível operar diariamente uma das maiores frotas privadas de combustível alternativo (na qual se incluem soluções totalmente elétricas, híbrido-elétricas, híbrido-hidráulicas, de etanol, gás natural comprimido, gás natural liquefeito, propano e gás natural renovável quando toda a restante estrutura acompanha a pesquisa de fontes energéticas alternativas e viáveis.

A gestão da cadeia de fornecimento tem beneficiado tremendamente dos avanços tecnológicos. São eles os grandes responsáveis por uma Logística cada vez mais fácil e rápida. Os desafios vão continuar a acompanhar as pressões e o futuro só será promissor para os que liderarem esta revolução global.

Carlos Pinheiro

Business Development Manager UPS Portugal




O autor escreve segundo o Novo Acordo Ortográfico

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