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Carregadores e transitários europeus criticam distorção logística no Shipping internacional

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Os carregadores e transitários europeus alertaram mais uma vez a Comissão Europeia para as práticas das companhias marítimas – a postura destas, alegam, está a desempenhar um nefasto papel de distorção das cadeias de abastecimento. Em Portugal, a mesma crítica foi apontada pela APAT.

Carregadores e transitários denunciam práticas nefastas dos armadores

Em carta conjunta, recentemente tornada pública, a Associação Europeia de Transitários, Logística e Transporte (CLECAT) e o Conselho Europeu de Carregadores, denunciaram os danos que tal comportamento está a causar ao comércio marítimo durante o actual momento de recessão económica.

As duas entidades apontam a violação de contratos existentes, a fixação de condições sem razoabilidade na aceitação de reservas e a implementação de taxas de frete muito distantes e díspares daquelas estabelecidas previamente nos contratos. A situação, explicam as duas entidades na carta dirigida à Comissão Europeia, está a afectar fortemente as pequenas empresas europeias, com menores reservas financeiras.

Várias empresas enfrentam múltiplos problemas em simultâneo: escassez global de contentores e falta de espaços nos navios, em consonância com o aumento quase galopante do frete, têm deixado as empresas numa situação de incerteza e estagnação, muitas vezes impedidas de importar peças fundamentais para a sua produção. Várias, como atesta esta reportagem, enfrentam já momentos de derradeira sobrevivência.

Transporte marítimoAs consequências, no entanto, não se cingem apenas às pequenas e médias empresas – os efeitos são sentidos também por grandes empresas dos sectores cosmético, informático, da moda e automóvel. Por sua vez, carregadores e transitários são forçados a lidar com reservas canceladas ou mercadorias que não encontram espaço nos navios no timing estipulado, uma vez que os armadores escolhem reservas mais vantajosas.

As associações denunciam ainda que lhes têm vindo a ser impostas, por parte das transportadores marítimas, sobretaxas para a aceitação das cargas, assim podendo cobrar outros preços, rejeitando as reservas de todos os clientes e obrigando-os a assumir as tarifas spot em vez das fixadas em contrato. As entidades lembram ainda a constante eliminação de escalas (chegando a um máximo de 30% em algumas rotas) e a falta de fiabilidade (apenas 50% dos navios respeitaram os timings de chegada previstos em 2020) e a redução drástica dos contentores vazios.

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