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CCT em Setúbal: SEAL denuncia «má-fé negocial» e «práticas anti-sindicais» por parte da Yilport

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Ontem, o SEAL veio a terreiro, a seis dias do fim do término do prazo para as negociações do CCT para o Porto de Setúbal, criticar a postura da turca Yilport, concessionária do terminal multiusos de Setúbal, alegando comportamentos de «má-fé negocial e práticas anti-sindicais ilegais». O sindicato deixou um ultimato em cima da mesa: as negociações terão, agora, até dia 25 de Abril para chegarem a bom porto.

SEAL fixa o dia 25 de Abril para conclusão das negociações do CCT

«Estamos a dar um espaço de alguns dias – até ao dia 25 de Abril – para se encontrar uma solução, face aquilo que está a ser feito – participação de empresas na formação de um novo sindicato no Porto de Setúbal. A nossa reacção até podia ser pior, porque isto demonstra a má-fé negocial do grupo Yilport, que, através do seu gabinete jurídico, participou na certificação dos documentos que fazem parte do processo de registo deste novo sindicato (Sindicato 265)», disse à agência Lusa António Mariano, presidente do SEAL, António Mariano.

Novo sindicato em Setúbal com patrocínio da Yilport, acusa o sindicato

«É completamente vedada a participação de empresas na formação de sindicatos. Seria perverter o equilíbrio de forças», adiantou ainda António Mariano à Lusa, na ressaca da realização de um plenário de trabalhadores, realizado ontem em Setúbal, no qual foi aprovado o ultimato para assinatura no CCT dos estivadores do Porto de Setúbal. Em comunicado, o SEAL explica que o novo sindicato é composto por «8 dos 10 trabalhadores que durante o processo de luta dos seus companheiros de profissão os abandonaram, assinando contratos individuais com a Operestiva/Yilport».

«Constatamos a participação de um elemento do gabinete jurídico da Yilport na certificação da documentação diversa que acompanha o pedido de publicação do registo de constituição do Sindicato 265, o que confirma o envolvimento, ao mais alto nível, de responsáveis da Yilport neste processo sociopata de criação e aproveitamento de vítimas fragilizadas, disponíveis para assinar qualquer papel que lhes coloquem à frente, seja um contrato de trabalho sem termo, sejam os estatutos de um sindicato», acusa o SEAL.

Segundo adiantam a Lusa e o DN, a entidade sindical deixa fortes críticas à negociação da proposta salarial para o novo CCT, que diz propor valores inferiores aos que já tinham sido propostos pelas mesmas empresas portuárias aos estivadores do Porto de Setúbal, em Junho de 2018. «Lutamos por colocar os trabalhadores num escalão remuneratório digno, que os aproxime de uma realidade mais confortável», declarou o SEAL.

Com Lusa e DN

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