Comité Económico e Social Europeu pede a Bruxelas mais apoio à indústria naval

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O CESE – Comité Económico e Social Europeu lançou mais um alerta à Comissão Europeia sobre a necessidade urgente de apoio à indústria naval comunitária, de forma a que esta possa fazer frente aos poderosos concorrentes asiáticos.

«A sobrevivência do sector da tecnologia marítima europeia depende de uma postura firme da UE», alerta o CESE, reclamando uma estratégia de apoio à indústria naval comunitária. «Se tal não acontecer, a nossa indústria europeia de tecnologia marítima não sobreviverá à concorrência dos estaleiros asiáticos», refere mesmo a responsável do CESE Marian Krzaklewski.

«A Europa precisa de uma abordagem específica para a indústria de construção naval e de fabrico de equipamentos marítimos. Os responsáveis políticos europeus devem considerá-lo como um sector estratégico na economia europeia», afirmou o co-relator Patrizio Pesci.

O documento enviado pela CESE à UE recomenda a adopção de uma estratégia que conceda ajuda ao sector para o financiamento de projectos, lembrando que a indústria da construção naval «exige grandes quantidades de capital, mas o acesso ao financiamento é cada vez mais difícil». Neste contexto, defende mesmo a criação de um mecanismo de financiamento específico para o sector.

Preocupações com crescimento e ambições chinesas

Por outro lado, a CESE propõe à CE que promova o estabelecimento de um acordo, no âmbito da OCDE, que inclua a China e que estabeleça regras relativas aos apoios estatais à indústria naval e à fixação de preços.

«Apesar das muitas dificuldades que o sector enfrentou, especialmente desde a crise económica, este está numa situação relativamente boa. No entanto, 2016 não foi um bom ano na carteira de encomendas em todo o mundo e pode até ser pior, como resultado das políticas proteccionistas dos concorrentes do Leste Asiático e do apoio financeiro para a sua própria indústria», pode ler-se ainda na análise do CESE.

O CESE recorda ainda que a China mostrou recentemente a ambição de ser o principal construtor mundial de navios de gama alta, um sector específico que ainda é liderado pelos estaleiros europeus.

 

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