Christian Blauert: «Yilport Leixões representa 60% do volume que detemos na Península Ibérica»

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A Revista Cargo prossegue a sua reportagem sobre a cerimónia de apresentação do projecto de reconversão do Terminal de Contentores Sul do Porto de Leixões, ocorrida no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões no passado dia 8 de Fevereiro – depois de passarmos a pente fino o discurso de Robert Yildirim, presidente do Grupo Yildirim, colocamos agora o foco nas palavras de Christian Blauert, CEO da Yilport.

Chamado ao púlpito por Diogo Marecos, Christian Blauert, que já tinha visitado Portugal por altura da realização da Shipping Week, o CEO alemão da operadora turca de terminais fez um retrato geral do percurso da companhia. «A Yilport Holding é a operadora de terminais portuários que mais velozmente cresce em todo o mundo. Estamos actualmente na décima segunda posição», começou por elucidar.

«O negócio arrancou em 2004, e, hoje em dia, detemos já 21 terminais espalhados por todo o globo. Estamos em nove países, portanto, estamos a crescer imenso e somos uma família jovem e dinâmica. Este evento é um desafio e marca o fim de uma longa espera, por isso estamos muito felizes por termos a possibilidade de iniciar o nosso investimento aqui em Leixões», afirmou Christian Blauert.

Leixões com fatia de leão (60%) na Península Ibérica: «Assim se entende a importância de Leixões para a Yilport»

O discurso passou depois a contemplar directamente as operações ibéricas da empresa turca: «Na Península Ibérica processámos 1,1 milhões de TEU – é um bom valor e representa um bom crescimento, adicionámos às operações o nosso próprio conhecimento e temos visto muita entreajuda nas equipas que agora integram a nossa organização. A Yilport Leixões, no ano passado, manobrou 660 mil TEU, o que representa 60% do volume que detemos actualmente na Península Ibérica: assim se entende a importância de Leixões para a Yilport», frisou.

«Estamos bastante orgulhosos de determos operações aqui, e estamos bastante orgulhosos pelo trabalho das equipas de gestão e de operação, dos estivadores e de todas as pessoas que nos têm ajudado aqui em Leixões. É visível o bom trabalho que a equipa do terminal fez», ressalvou, sublinhando a importância da ajuda mútua e da comunicação e lembrando que os feitos da Yilport Leixões são dignos de elogio, dada o inescondível constrangimento de capacidade.

«A capacidade calculada do terminal é de 650 mil TEU, o que quer dizer que a equipa tem processado os volumes já no limite máximo da capacidade, e, mesmo com tal saturação, é um dos melhores em termos de actividade portuária, qualidade e quantidade. Obrigado a todos os que nos têm dado suporte. Espero que os nossos clientes apreciem esta estabilidade, pró-actividade e qualidade de serviço que obtêm aqui em Leixões», disse.

Vontade imparável de «adicionar maior capacidade»: o que não falta à Yilport são «ideias para crescer»

O elogio ao desempenho, nas condições actuais que descreveu Christian Blauert, denota também a urgente necessidade de expansão do terminal de contentores do porto nortenho: «Temos mesmo de começar a desenvolver a capacidade, adicionar maior capacidade. Com o investimento de 43 milhões de euros, que adiante detalharemos, iremos aumentar a capacidade para 860 mil TEU. Assim fomentaremos o potencial para o futuro, teremos ainda mais ideias para crescer aqui», declarou ainda o CEO da Yilport.

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