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Cinco obras que integram o plano de investimentos do Ferrovia 2020 sofrerão atrasos adicionais

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De acordo com matéria adiantada pelo ‘Dinheiro Vivo’, cinco das obras que integram o plano de investimento Ferrovia 2020 irão sofrer adicionais atrasos, devido à escassez de candidatos para dar resposta aos concursos públicos lançados neste ano. Em reacção, explica a publicação, a Infra-estruturas de Portugal (IP) irá subir o preço destas empreitadas para evitar novos atrasos.

Entre as mais afectadas está a Linha do Algarve: a electrificação dos troços entre Tunes e Lagos e entre Faro e Vila Real de Santo António só estará finalizada no terceiro trimestre de 2023: um atraso adicional de cerca de vários meses, uma vez que em Novembro estimava-se que o processo estivesse concluído até ao fim do primeiro trimestre de 2023. Segundo a IP, o atraso explica-se, não apenas pela avaliação de impacte ambiental para os dois troços, como também pelas «dificuldades dos projectos, do mercado de obras públicas na fase de contratação e na articulação com as autarquias das soluções a desenvolver», reporta o ‘Dinheiro Vivo’.

ordem dos engenheiros ferrovia linhaIgualmente devido às dificuldades do mercado de obras pública, a IP viu-se forçada a alterar, mais uma vez, a data de conclusão da electrificação do troço entre Marco de Canaveses e Régua. Em Fevereiro de 2016, a empresa previa que este trabalho fosse finalizado no último trimestre de 2019, mas a revogação do contrato com os projectistas estagnou a obra. A nova previsão aponta como data limite o final do ano de 2023. Mas as demoras não se ficam por aqui: também a Linha do Norte não escapa a estes novos atrasos no programa Ferrovia 2020.

No troço entre Válega e Espinho, devido a um novo projecto de execução, a renovação total da via só estará concluída no término de 2023: uma derrapagem temporal de mais de quatro anos. No interior, a concordância da Beira Alta, entre Guarda e Cerdeira, só ficará pronta no segundo trimestre do próximo ano. Segundo explicou António Laranjo, presidente da IP, em audição parlamentar, «as propostas não podem ser apreciadas por preços irrisoriamente baixos. Há concursos desertos e propostas que não são validadas» – um paradigma ao qual a IP se vê forçada a adaptar.

Para se adaptar à nova realidade, a empresa pública aumentará o valor destes concursos, «o que vai ter custos» para os contribuintes, explicou António Laranjo. Recorde-se que, no total, o plano de investimento ferroviário estipulado no Ferrovia 2020 está orçado em 2,171 mil milhões de euros, com mais de 50% dos fundos suportados por dinheiros europeus ao abrigo do Portugal 2020.

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