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CIP faz soar o alarme: «lacuna» na ferrovia pode «manter Portugal isolado dos mercados europeus»

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A CIP – Confederação Empresarial de Portugal mostrou-se preocupada com a possibilidade da economia nacional ser afectada «de forma drástica» pelo facto de o Corredor Internacional Norte estar, no âmbito do Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030), cingido a uma nova ligação ferroviária electrificada apenas entre Aveiro e Mangualde, conexão já aqui noticiada pela Revista Cargo.

Ligação electrificada apenas entre Aveiro e Mangualde «pode manter Portugal isolado», alerta a CIP

CIP é presidida por António Saraiva

Essa preocupação, patente em uma carta enviada ao Primeiro-Ministro António Costa, objecta que a ligação ferroviária electrificada apenas entre Aveiro e Mangualde pode «manter Portugal isolado dos mercados europeus por tempo indeterminado, sem ligações competitivas e directas», cita, em primeira mão, o ‘Jornal Económico’. Para a CIP, a eficiência do transporte de mercadorias apenas será possível caso se estabeleçam ligações «dos portos do norte e do centro com a fronteira».

Caso contrário, a integridade do transporte de cargas poderá ser directamente afectada – «Esta lacuna manteria Portugal isolado dos mercados europeus por tempo indeterminado, sem ligações competitivas e directas com a Europa pelo meio de transporte económica e ambientalmente mais sustentável – a ferrovia. Portugal ficaria, assim, arredado da solução que foi adoptada pela União Europeia para a movimentação de mercadorias no espaço europeu», diz a carta, à qual o ‘Jornal Económico’ acedeu.

Na visão da CIP, a introdução da bitola europeia em solo português depois de Espanha acabará por ter «efeitos desastrosos e temporalmente prolongados na competitividade» da economia portuguesa. Observa a confederação que as previsões de que tal conjuntura daria a Madrid o controlo do tempo de construção dos troços até à fronteira nacional e de que a situação seria passível de colocar em xeque o financiamento europeu e continuidade em Espanha da linha Aveiro-fronteira-Salamanca, se, entretanto, a linha Valladollid-Vigo avançar, explica o jornal.

«Sabemos que o investimento público nos projectos propostos, em particular no Corredor Ferroviário Norte (Aveiro – Salamanca), será elevado, mas a diferença para o custo das obras previstas na Linha da Beira Alta é centenas de vezes menor do que o valor das exportações portuguesas pelo Corredor Ferroviário Norte, cuja competitividade este investimento protegerá», cita o ‘Jornal Económico’.

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