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Cláudio Pinto (APS) e a JUL: portos «têm de olhar cada vez mais para terra» em busca da «sustentabilidade»

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O ‘Mar e a Logística’ estiveram em debate no passado dia 13 de Fevereiro e a Revista Cargo não faltou à discussão. No Instituto Politécnico de Setúbal, integrado nas sessões de antecipação do Congresso ERTICO-ITS 2020, um evento de cariz europeu que pretende abordar a importância dos Sistemas de Transporte Inteligentes (ITS) nas cidades e regiões, o debate contou com as participações de Rui Baptista, Logistics Business Manager da Autoeuropa, Pedro Ponte, Director de Concessões da APSS, e Cláudio Pinto, do departamento de Gestão de Sistemas de Informação da APS.

Sistemas inteligentes e o seu papel na Logística: JUL no centro do debate

O painel reflectiu sobre o presente e futuro do sector logístico-portuário, bem como o recurso às valências dos sistemas inteligentes num contexto de competitividade nunca antes visto nos mercados. Entre os temas de maior destaque esteve a Janela Única Portuária (JUL), ferramenta tida como essencial para desmaterializar processos e agilizar uma comunicação interligada e globalizada, capaz de colocar em sintonia todos os stakeholders e providenciar maior eficiência às cadeias logísticas, estendendo a influência da antiga Janela Única Portuária (JUP), dos portos ao hinterland.

Cláudio Pinto APS

«Este não é um trabalho de poucos anos, já leva décadas. Em 2008 foi quando se deu o grande salto, no qual os portos, em conjunto e com a autoridade tributária e aduaneira, construíram o primeiro conceito da Janela Única (JUP). Começaram por definir e padronizar um conjunto de procedimentos relativos à movimentação dos navios e das mercadorias no porto. Em cima disso, desenvolveram sistemas inteligentes para suportar esses processos de negócio e gerir o relacionamento com as autoridades envolvidas. Foi um grande marco em 2008», introduziu Cláudio Pinto.

«Os portos, para garantirem a sua sustentabilidade, têm de olhar cada vez mais para terra. Por isso é importante conseguir fazer uma integração com as cadeias logísticas, com os operadores e com todos os portos nacionais. Por tudo isso surgiu a Janela Única Logística (JUL)», explicou o especialista, um dos rostos mais importantes por detrás da implementação da JUL em Portugal. «Mais uma vez, os portos, em conjunto, através da Associação dos Portos de Portugal (APP) – que promoveu este projecto – trabalharam nesse sentido, tendo a felicidade de contar com a a acção da administração marítima [DGRM], uma vez que há aqui uma componente muito importante: a conformidade com a legislação europeia», detalhou.

Assim se alargou o conceito da JUP, das operações portuárias até às cadeias logísticas e ao seu hinterland, ao transporte terrestre e às plataformas multimodais, criando assim uma plataforma de colaboração, onde todas as partes partilhem informação e consigam planear e executar a forma mais eficiente de operação», rematou Cláudio Pinto, que, desde o ano de 2008, integra a APS.

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